O Irã declarou estar preparado para responder a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de mobilizar tropas enquanto busca negociações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, enfatizou que o Irã não aceitará humilhações e está pronto para qualquer ação que os EUA decidam tomar. O conflito, que se intensificou desde 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã, se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, levando a uma escalada militar significativa.
Os houthis do Iémen, aliados do Irã, realizaram seus primeiros ataques contra Israel, ameaçando o transporte marítimo global. Em resposta às agressões aéreas, o Irã efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma rota vital que transporta cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural. A chegada de milhares de fuzileiros navais americanos ao Oriente Médio, a bordo de um navio de assalto anfíbio, indicou que o Pentágono está se preparando para possíveis operações terrestres no Irã, o que pode envolver forças especiais e infantaria.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu que o país busca máxima flexibilidade nas operações, afirmando que os objetivos podem ser alcançados sem a necessidade de tropas terrestres. Em uma escalada das tensões, o presidente Donald Trump ameaçou atacar infraestruturas energéticas iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto, prorrogando o prazo para 10 dias.
Simultaneamente, potências regionais estão se reunindo em Islamabad, Paquistão, para discutir formas de interromper o conflito, que já resultou em milhares de mortes e interrupções no suprimento global de energia. Ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito estão analisando propostas para reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo a criação de um consórcio para gerenciar o fluxo de petróleo e taxas semelhantes às do Canal de Suez. O Paquistão, atuando como mediador, enviou sugestões à Casa Branca e ao Irã, enquanto seu ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, se reuniu com colegas da Turquia e do Egito.
A prioridade das negociações, conforme destacado por uma fonte turca, é estabelecer um cessar-fogo e garantir a passagem segura de navios como uma medida de confiança. O Irã já permitiu a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo estreito. Apesar dos esforços diplomáticos, Israel continua a realizar ataques aéreos contra o Irã, visando infraestrutura de fabricação de armas e locais de armazenamento. Recentemente, ataques israelenses em Bandar-e-Khamir resultaram na morte de cinco pessoas. No Líbano, os ataques israelenses contra o Hezbollah causaram a morte de três jornalistas e um soldado libanês, enquanto uma emissora em Teerã foi danificada.
O Irã, por sua vez, intensificou seus ataques, inclusive com o uso de drones no Iraque, sinalizando que está disposto a continuar sua campanha militar em resposta aos ataques. A situação no Oriente Médio permanece volátil, com as tensões entre as potências regionais e os EUA em um ponto crítico, onde a diplomacia e a guerra estão em constante jogo.
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