Luciana Pinheiro Absolvida em Julgamento pelo Assassinato da Irmã Quitéria em Maceió
Na noite desta quinta-feira, 9 de novembro, Luciana Pinheiro foi absolvida pelo júri popular, após ser acusada de ser a mente por trás do assassinato de sua irmã, Quitéria Maria Lins Pinheiro. O julgamento teve início na manhã de hoje, no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital, e a decisão surpreendeu a todos os presentes.
Quitéria foi morta a tiros em agosto de 2012, em sua residência no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor Antônio Vilas Boas, já anunciou que irá recorrer da decisão do júri.
Esse julgamento ocorreu após um recurso de apelação do MPAL ser aceito pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), que determinou a realização de um novo processo. Durante a audiência, foram ouvidas duas irmãs da vítima, além de outros testemunhas que trouxeram novos elementos ao caso.
Depoimentos Reveladores das Irmãs
A primeira testemunha a ser ouvida foi uma das irmãs de Quitéria e Luciana. Em seu relato, ela afirmou que esteve na casa da vítima horas antes do crime e descreveu momentos de tensão, dizendo: "Eu também ia ser morta. Eu saí de lá no dia do crime". Ela ressaltou a importância da irmã em sua vida, afirmando que Quitéria era como uma mãe para ela.
A testemunha ainda revelou que encontrou os dois executores do crime na residência no momento em que esteve lá. Um deles, Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, é sobrinho da vítima e seria filho da suposta mandante. "Por pouco me livrei, acredito que ia morrer também", completou.
A segunda irmã, que também estava presente durante o julgamento, relatou que soube do assassinato enquanto assistia a um programa de televisão. Ela contou que a primeira testemunha havia mencionado ter visto Klinger e seu comparsa, Mustafá Rodrigues do Nascimento, discutindo na casa da vítima momentos antes do crime.
O Caso de Quitéria Pinheiro
Quitéria foi assassinada na noite de 12 de agosto de 2012, dentro de sua casa. O crime foi executado por Mustafá Rodrigues Nascimento, um amigo de Klinger, que confessou ter sido contratado pelo sobrinho da vítima por R$ 1.500. A motivação para o assassinato estaria ligada a uma dívida de R$ 5 mil que a mãe de Klinger tinha com Quitéria.
Klinger, que também foi julgado em 2016 e absolvido, alegou que a visita à casa da tia era para discutir a dívida, mas a investigação revelou que o plano era assassinar Quitéria. A polícia confirmou que a mãe de Klinger seria a verdadeira mandante do crime, e o modus operandi envolveu a contratação do executor para a execução.
Com a absolvição de Luciana Pinheiro, o desfecho desse trágico caso ainda promete desdobramentos, principalmente com o anúncio do recurso pelo Ministério Público. A sociedade aguarda ansiosamente por mais informações sobre este crime que abalou a comunidade de Maceió há mais de uma década.
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