Jornalista alerta: exclusão do Irã na Copa será vergonha para a FIFA

This video grab taken from images released by the Iranian state broadcaster (IRIB) on March 27, 2026 and released via AFPTV, shows the country's football national team paying tribute to the victims of the February 28 strike on an elementary school in Minab, ahead of their friendly football match with Nigeria in Turkey's Antalya. The biggest loss of life for civilians in the war so far was the airstrike on an elementary school in Minab on the first day of the war that killed at least 165 people, according to an official toll. (Photo by IRIB TV / AFP) /

A Copa do Mundo de 2026 se aproxima em um contexto de crescente tensão geopolítica, especialmente envolvendo os Estados Unidos, país anfitrião do evento. Recentemente, em 28 de fevereiro, os EUA, junto com Israel, realizaram um ataque ao Irã. Essa situação levou a seleção iraniana a anunciar, em 11 de março, sua decisão de não participar da competição. O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, justificou essa decisão, afirmando que seria impossível para o Irã competir em um evento em que o “regime corrupto” que assassinou seu líder estaria presente.

Esse cenário gerou preocupação dentro da FIFA, com o presidente Gianni Infantino expressando a necessidade de garantir a segurança da seleção iraniana. Infantino, em suas declarações, enfatizou a participação do Irã, reconhecendo que a ausência da equipe seria um “vexame histórico” para a FIFA. O jornalista Carlos Massari, do canal Copa Além da Copa, destacou a complexidade da situação, lembrando que seria uma contradição permitir que o país que atacou (os EUA) participasse do torneio enquanto o país atacado (o Irã) estivesse excluído.

Massari também fez uma comparação com a decisão anterior da FIFA de suspender a Rússia da Copa de 2022 em meio à guerra na Ucrânia, sugerindo que a entidade se viu pressionada por potências ocidentais. Ele observou que a postura da FIFA em relação à Rússia poderia se repetir agora, considerando a situação do Irã. Além disso, Massari destacou a relação entre Infantino e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que se tornou ainda mais complexa devido à criação de um prêmio da FIFA em homenagem a Trump.

Em relação ao desempenho da seleção brasileira, Massari expressou otimismo, elogiando o técnico Carlos Ancelotti, embora reconheça que o Brasil não é o principal favorito, especialmente após o jogo contra a França. Ele indicou que, no momento, as seleções da França e da Espanha demonstram maior favoritismo.

Por outro lado, a ausência da Itália por três edições consecutivas da Copa do Mundo foi mencionada como uma situação surpreendente, embora não inesperada. Massari atribuiu essa crise ao envelhecimento do futebol italiano e à falta de renovação, além de destacar a importância dos movimentos migratórios que influenciam as seleções de futebol, como as da França e da Inglaterra, que têm se beneficiado da diversidade de seus jogadores.

O contexto da Copa do Mundo de 2026 é, portanto, marcado por tensões políticas e questões de identidade nacional no futebol, refletindo um momento histórico que pode impactar não apenas a competição em si, mas também a percepção global sobre o esporte e suas interseções com a política internacional. O programa Conexão BdF, que aborda esses temas, é transmitido pela Rádio Brasil de Fato e no YouTube, oferecendo uma análise crítica do cenário esportivo atual.

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