Jussara Caçapava, do partido Avante, foi eleita prefeita de Cachoeirinha em uma eleição suplementar realizada no último domingo (12). Com 22.595 votos, ela obteve 43,39% dos votos válidos, superando a segunda colocada, Claudine Silveira, do PP, que recebeu 22.065 votos, correspondendo a 42,37% dos votos válidos. A diferença entre as duas candidatas foi bastante estreita, com apenas 530 votos separando-as, o que representa uma margem de 1,02 ponto percentual. Os demais candidatos, Tairone Keppler, do PT, e Laís Cardoso, do PSol, conseguiram 6.923 (13,29%) e 494 votos (0,95%), respectivamente.
Na totalidade, Cachoeirinha registrou 58.173 votos, incluindo 3.479 votos em branco (5,98% do total) e 2.617 nulos (4,50%). A participação dos eleitores foi de 56,95%, resultando em uma abstenção alta, com 43.970 eleitores, ou 43,05%, não comparecendo às urnas. Esta eleição ocorreu em razão do impeachment do ex-prefeito Cristian Wasem (MDB) e do vice-prefeito Delegado João Paulo Martins (Progressistas) devido a irregularidades administrativas.
As eleições foram realizadas sob a supervisão da Justiça Eleitoral, que disponibilizou 277 seções eleitorais em 34 locais de votação na cidade, organizada pela 143ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Sul. Para garantir a integridade do processo, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) realizou um Teste de Integridade nas urnas eletrônicas, em conformidade com as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Este teste ocorreu em 11 de outubro, um dia antes da votação, e envolveu a simulação de uma votação oficial, onde cédulas de papel foram preenchidas por cidadãos da sociedade civil e posteriormente confrontadas com os resultados da urna eletrônica.
O processo eleitoral em Cachoeirinha foi considerado tranquilo, com a Justiça Eleitoral informando que não houve filas nas seções de votação, ocorrências de boca de urna ou conflitos nas ruas. Jussara Caçapava, que era a presidente da Câmara de Vereadores e assumiu a candidatura por ser a terceira na linha sucessória, votou por volta das 9h na Emef Portugal. Ela será diplomada oficialmente no dia 7 de maio, e seu mandato se estenderá até 31 de dezembro de 2028.
A elevada taxa de abstenção pode refletir a desmotivação do eleitorado em participar do processo eleitoral, especialmente após o impeachment do ex-prefeito e vice-prefeito, o que pode ter gerado desconfiança nas instituições. Contudo, a vitória de Jussara Caçapava representa uma nova fase para a administração municipal, com expectativas de que a nova prefeita atenda às demandas da população e conduza Cachoeirinha em um caminho de recuperação e desenvolvimento. A eleição suplementar é um importante mecanismo de renovação política, permitindo que os cidadãos tenham voz nas decisões que afetam sua cidade.
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