Justiça de Alagoas Torna Réus Donos de Clínica e Tia de Esteticista por Morte em Reabilitação
A Justiça de Alagoas decidiu, nesta segunda-feira (6), aceitar parcialmente a denúncia do Ministério Público e tornar réus os proprietários de uma clínica de reabilitação e a tia de Cláudia Pollyanne, que faleceu em 9 de agosto de 2025, em Marechal Deodoro. A juíza Fabíola Melo Feijão negou o pedido de prisão preventiva, mas autorizou buscas e apreensões nos endereços dos acusados e na comunidade terapêutica.
Durante a operação, a magistrada também decretou a quebra do sigilo das comunicações telefônicas e o acesso aos dados armazenados em nuvem dos celulares apreendidos. A investigação se concentrará em diversos materiais, incluindo computadores, documentos médicos e prontuários, que poderão elucidar os fatos.
Acusações Graves
Os donos da clínica enfrentam acusações severas. Um deles é acusado de homicídio qualificado, utilizando meio cruel e dificultando a defesa da vítima, além de cárcere privado. A outra proprietária é responsabilizada por homicídio qualificado e cárcere privado, por sua participação nas agressões e por permitir práticas violentas no local. A tia de Cláudia também foi tornada ré, sendo acusada de manter a sobrinha internada contra sua vontade, mesmo após o fim do contrato.
Conforme a denúncia, Cláudia Pollyanne foi submetida a um ambiente de violência constante, incluindo espancamentos e administração excessiva de medicamentos, que a deixavam incapacitada de reagir. Testemunhas relataram agressões físicas frequentes, muitas vezes à vista de outros internos. A esteticista permaneceu em cárcere privado por cerca de sete meses, sem respaldo contratual, e no dia de sua morte, teria sido agredida novamente, não resistindo aos ferimentos.
Prisão Anterior dos Acusados
Embora a juíza tenha indeferido o pedido de prisão no caso de Cláudia, vale ressaltar que os dois donos da clínica já estão detidos por crimes de tortura e estupro cometidos contra outros internos da mesma instituição.
O processo referente à morte de Cláudia Pollyanne agora avança para a fase de instrução, que incluirá a coleta de provas e oitiva de testemunhas, antes do julgamento final.
Defesa dos Acusados
Em declaração à TV Pajuçara, a advogada Aretha Campos, que representa os proprietários da clínica, afirmou que existem outros caminhos que poderiam ter sido explorados pelo Ministério Público para esclarecer os fatos. Ela alegou que há provas que indicam a inocência de seus clientes e criticou a falta de investigação de evidências relevantes, como vídeos e testemunhos, que poderiam ter alterado o direcionamento da acusação.
Com a continuidade do processo, a sociedade aguarda por um desfecho que traga justiça à memória de Cláudia Pollyanne e que responsabilize os envolvidos.
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