Governo da Coreia do Norte Inaugura Novo Bairro Residencial em Homenagem a Soldados Mortos na Ucrânia
Na última segunda-feira (16), o governo da Coreia do Norte finalizou a construção de um novo bairro residencial em Pyongyang, destinado às famílias dos soldados que perderam a vida lutando ao lado das forças russas na Ucrânia. A nova área, chamada Saeppyol Street, foi apresentada em uma cerimônia que contou com a presença do líder Kim Jong Un e sua filha, Kim Ju Ae.
Em seu discurso, Kim destacou que o novo distrito representa o “espírito e o sacrifício” dos soldados mortos. Ele enfatizou que as novas residências têm como propósito oferecer às famílias enlutadas a oportunidade de se orgulharem de seus entes queridos. O líder também se comprometeu a honrar os “jovens mártires” que deram suas vidas pela pátria, mencionando que fez esforços para garantir que o projeto fosse concluído “ainda que um dia antes” do prazo, na esperança de trazer um “pequeno conforto” aos familiares.
O governo norte-coreano já havia realizado, em janeiro, a inauguração de um memorial em homenagem aos soldados mortos no conflito na Europa. Nos últimos meses, a Coreia do Norte tem intensificado sua propaganda em torno das tropas enviadas para a guerra, criando um museu e promovendo uma série de iniciativas para reforçar a unidade interna e minimizar o descontentamento público.
Desde o início do pacto de defesa mútua com a Rússia, em 2024, cerca de 14 mil soldados norte-coreanos foram enviados à Ucrânia. Fontes de inteligência da Coreia do Sul e de países ocidentais estimam que mais de 6 mil desses soldados já tenham perdido a vida no combate.
A presença de Kim Ju Ae no evento gerou especulações sobre seu potencial como sucessora do pai. A jovem tem acompanhado Kim Jong Un em diversos eventos importantes, incluindo testes de mísseis e comemorações militares, sinalizando um aumento gradual de sua visibilidade no aparato estatal.
O desenvolvimento desse novo bairro e as recentes homenagens aos soldados refletem não apenas a estratégia do regime em lidar com a narrativa da guerra, mas também a importância atribuída aos militares na política interna da Coreia do Norte.
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