Malafaia e Paes: A Polêmica do Desfile na Sapucaí que Agitou a Comunidade Cristã

Malafaia e Paes: A Polêmica do Desfile na Sapucaí que Agitou a Comunidade Cristã

Ruptura entre Silas Malafaia e Eduardo Paes: Pastor se afasta do prefeito do Rio após desfile polêmico

Menos de seis meses após declarar apoio ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), o pastor Silas Malafaia decidiu romper a parceria política. O motivo? O desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a presença de Paes ao lado de Lula na Sapucaí. A escola de samba, que acabou rebaixada para a Série Ouro, provocou a ira do religioso, que anunciou o fim do “pacto de não-agressão” que mantinha com o prefeito, seu amigo há duas décadas.

Em suas declarações, Malafaia não hesitou em criticar a escolha de Paes. “Ele escolheu o lado do Lula, e isso é um direito dele. Contudo, não posso caminhar com alguém que apoia o Lula, especialmente após esse deboche com o povo cristão durante o desfile”, afirmou o pastor. Ele também se manifestou sobre a escolha da vice, Jane Reis, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, destacando que isso não alteraria sua posição.

O desfile da Acadêmicos de Niterói incluiu uma ala chamada “Neoconservadores em conserva”, onde foliões se fantasiaram de latas de conserva com a imagem de uma família tradicional. A proposta, segundo a escola, era criticar os grupos que representam o neoconservadorismo, incluindo agronegócio, mulheres influentes, defensores da ditadura militar e evangélicos. A repercussão nas redes sociais foi intensa, com políticos de oposição compartilhando ilustrações de suas próprias famílias, entre eles Eduardo Bolsonaro, que provocou: “Mais alguém aí conserva a família, educa e protege os filhos?”.

Histórico de apoio e mudanças

Apesar das controvérsias que cercam a política, a aliança entre Malafaia e Paes parecia sólida até recentemente. Um exemplo disso foi em setembro do ano passado, após uma operação da Polícia Federal contra Malafaia. Na ocasião, Paes defendeu publicamente o pastor durante um culto em celebração ao seu aniversário, enfatizando que, independentemente da orientação política, manteria apoio ao aliado.

Contudo, com o rompimento, Malafaia já anunciou seus novos “pupilos” políticos. Um deles é Douglas Ruas, secretário de Cidades do Rio e deputado estadual licenciado pelo PL, que pode ser o candidato da direita contra Paes. O pastor confirmou que Ruas o acompanhará em sua primeira agenda após a ruptura, que ocorrerá na inauguração da igreja Vitória em Cristo em Cabo Frio, neste sábado (21). “Para governador, apoio ou Douglas Ruas ou o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi. Qualquer um dos dois”, afirmou Malafaia.

Futuro político de Malafaia

Silas Malafaia, que foi um dos principais aliados de Jair Bolsonaro, agora atua como conselheiro na esfera política, especialmente em relação ao apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos nomes cogitados para a presidência. Sobre seu próprio futuro, o pastor ainda aguarda as decisões do governador Cláudio Castro, que pode optar por renunciar para se candidatar ou permanecer no cargo até dezembro. A expectativa é que essa situação seja definida em breve.

Essa reviravolta no cenário político do Rio de Janeiro levanta questões sobre as alianças e os rumos que os principais líderes tomarão nas próximas eleições, refletindo a dinâmica sempre mutável da política brasileira.

Fonte: Link original

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