A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) organizou, no dia 7 de novembro, uma campanha global de solidariedade feminista, com duração de 24 horas, para apoiar as mulheres cubanas que enfrentam a crescente crise energética resultante do bloqueio imposto pelo governo dos Estados Unidos, durante a administração de Donald Trump. Esta data é significativa, pois marca o nascimento de Vilma Espín, uma importante figura na Revolução Cubana e articuladora da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), que é uma organização voltada para a promoção de políticas em favor das mulheres.
Em entrevista ao programa Conexão BdF, Bernadete Esperança, membro da coordenação Nacional da MMM, destacou as diversas ações de solidariedade que a organização tem realizado desde o agravamento do bloqueio. Essas iniciativas incluem a arrecadação de medicamentos e recursos para a instalação de placas solares, com o objetivo de reduzir a dependência cubana do petróleo. Esperança ressaltou que a crise energética não afeta somente as mulheres, mas toda a população cubana, com um impacto particularmente severo sobre mulheres e crianças que vivem em situações de vulnerabilidade social.
A líder da MMM enfatizou a relevância da solidariedade entre mulheres, observando que muitas delas se identificam com a luta das cubanas, reconhecendo que a opressão enfrentada em Cuba é um reflexo de uma ofensiva imperialista que também afeta suas próprias vidas e comunidades. Essa conexão entre as lutas femininas em diferentes contextos reforça a necessidade de unidade e colaboração em torno de ações solidárias.
Esperança afirmou que a campanha do dia 7 é uma oportunidade para dar visibilidade à situação das mulheres cubanas, mas também destacou que é crucial manter um esforço contínuo para que as ações de solidariedade se expandam e alcancem as pessoas que mais precisam. Para ela, o engajamento deve ir além de um dia de visibilidade; é fundamental que haja um comprometimento duradouro em prol dessa causa.
Além disso, Bernadete Esperança mencionou o trabalho que a MMM tem realizado junto aos governos, buscando não apenas posicionamentos políticos, mas também a promoção de ações concretas de solidariedade. Essa abordagem implica um diálogo constante para garantir que as necessidades das mulheres cubanas sejam atendidas e que a situação delas receba a atenção necessária no cenário internacional.
A MMM, ao promover essa campanha, reafirma seu compromisso com a luta por direitos e justiça social, e busca construir uma rede de apoio que transcende fronteiras, unindo mulheres de diferentes partes do mundo em torno de uma causa comum. O evento não apenas celebra a resistência das mulheres cubanas, mas também serve como um chamado à ação para que outras mulheres se unam e lutem contra as injustiças que enfrentam em seus próprios contextos. A luta pela solidariedade feminista é uma luta que se reflete em todas as esferas da sociedade, e a MMM continua a ser uma voz ativa nesta batalha.
A programação da Rádio Brasil de Fato, onde a entrevista foi veiculada, é uma plataforma importante para disseminar informações e fortalecer o engajamento em torno dessas questões, com edições diárias que buscam informar e mobilizar a população sobre temas relevantes.
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