Maria Angela de Jesus, presidenta da Fundação Padre Anchieta, na USP

Mulher negra, cabelos encaracolados, até o pescoço e usando óculos

Maria Angela de Jesus, a primeira mulher negra a presidir a Fundação Padre Anchieta de São Paulo, compartilhou sua inspiradora trajetória profissional em uma aula aberta na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP. Desde sua nomeação em junho de 2025, ela tem se dedicado a promover a inclusão e a diversidade, especialmente em relação à juventude, na emissora que mantém a TV Cultura.

Formada em Jornalismo pela PUC Campinas, Maria Angela começou sua carreira em São Paulo, participando do curso Abril de Jornalismo. Sua paixão pelo cinema a levou a trabalhar com o renomado crítico Rubens Ewald Filho na HBO, onde cobriu festivais internacionais e ajudou a desenvolver a série “Filhos do Carnaval”, a primeira produção dramática da HBO no Brasil. Com uma carreira que inclui passagens por gigantes da indústria como Netflix e Paramount, Maria Angela acumulou seis indicações ao Emmy Internacional, destacando seu talento e determinação.

Ao refletir sobre sua ascensão à presidência da Fundação Padre Anchieta, Maria Angela expressou a surpresa e a importância desse momento, tanto para ela quanto para a representação feminina e negra em posições de liderança. Em sua palestra, ela enfatizou que o sucesso não se dá apenas por objetivos individuais, mas pela capacidade de reconhecer e aproveitar as oportunidades que surgem ao longo do caminho.

Desde que assumiu a presidência, Maria Angela tem trabalhado para criar um ambiente inclusivo na TV Cultura, buscando envolver jovens em todas as esferas da emissora. Ela se mostrou otimista, apesar das preocupações com o retrocesso nas questões de diversidade e inclusão que têm sido observadas globalmente. Além disso, ela abordou a polarização política como um fator que desvia a atenção das questões realmente relevantes, ressaltando o papel transformador que a TV Cultura pode desempenhar na sociedade.

Maria Angela também destacou o desafio de combater a desinformação e as fake news, enfatizando a importância de manter o controle sobre a informação verdadeira. Sob sua liderança, a Fundação tem buscado implementar uma nova governança e parcerias com emissoras da América Latina, reafirmando seu compromisso com a ética e a responsabilidade social.

Durante o evento, organizado pelo Núcleo de Pesquisa em Gênero, Raça e Sexualidade – Generas, da FEA-USP, Maria Angela ressaltou que nunca esteve sozinha em sua jornada e que a educação contínua é fundamental para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades. A professora Antonia Quintão, presente na mesa, destacou a importância de eventos como esse para promover uma “revolução” na universidade, focando na interseccionalidade e na equidade social.

Em suma, a trajetória de Maria Angela de Jesus é um exemplo poderoso de como a perseverança e a visão podem abrir portas, especialmente em um setor onde a representação é crucial. Sua liderança na Fundação Padre Anchieta é um passo significativo para a inclusão e a diversidade na mídia brasileira, inspirando futuras gerações a buscarem suas próprias oportunidades, sem medo de desafios.

Fonte: Link original

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