Matteo Berrettini: O "assassino gentil" do tênis busca revitalizar o esporte na América do Sul
Matteo Berrettini, um dos nomes mais respeitados do tênis mundial, já foi sinônimo de medo nas quadras rápidas. Com sua estatura imponente, saques potentes e habilidade notável, o atleta italiano conquistou o coração dos fãs, especialmente após sua memorável participação na final de Wimbledon. Agora, prestes a completar 30 anos, Berrettini revela que seu foco está em jogar por prazer e em ajudar a fortalecer a presença dos torneios de tênis na América do Sul.
Atualmente classificado na sexta dezena do ranking da ATP, Berrettini optou por se aventurar na América do Sul enquanto muitos de seus colegas disputam competições na Ásia e Europa. Em fevereiro, ele participou de torneios em Buenos Aires e no Rio de Janeiro, mas foi eliminado pelo tcheco Vít Kopřiva, um especialista em saibro. Sua jornada em Santiago também não trouxe os resultados esperados, mas o tenista não se deixa abater.
"Hoje, meu objetivo é desfrutar do tênis, jogar na presença de amigos e familiares, e aproveitar tudo o que conquistei. Já enfrentei muitos desafios físicos ao longo da carreira. Se eu quisesse retornar ao meu melhor nível, isso exigiria um investimento significativo de tempo", declarou Berrettini em entrevista ao jornal El Mercurio.
O que realmente preocupa o jogador é a escassez de torneios de tênis na América do Sul. No atual calendário da ATP, apenas três competições estão programadas para a região durante o mês de fevereiro, enquanto a Ásia conta com nove, incluindo seis na China.
"Eu realmente acredito que a América do Sul merece um torneio de alto nível no circuito. O público aqui é apaixonado pelo esporte e há grandes talentos. Em Buenos Aires e no Rio, os estádios estavam lotados, e tenho certeza de que Santiago pode oferecer o mesmo", afirmou o tenista.
Atualmente, a América do Sul conta com 12 jogadores no top 100 do ranking, em contraste com apenas dois da Ásia, considerando o Cazaquistão. Berrettini enfatiza a importância da emoção e da atmosfera nas quadras, fatores que a ATP deve considerar ao distribuir eventos de grande porte.
"Tênis e esporte sempre foram sobre emoção, torcida e a atmosfera que se cria nas quadras. Esses elementos são essenciais, e a América do Sul possui tudo isso", concluiu o atleta, reforçando seu compromisso com o crescimento do tênis na região.
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