A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento em rede nacional no dia 8 de março, abordando o estado atual da economia do país e um plano de recuperação após uma década marcada por sanções e bloqueios, principalmente por parte dos Estados Unidos. Em sua fala, Rodríguez se dirigiu à população venezuelana, enfatizando a importância de compreender o histórico econômico do país e os desafios enfrentados, incluindo uma significativa perda do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo dos últimos anos.
Rodríguez anunciou um aumento salarial “responsável” a partir de 1º de maio, sem especificar o valor exato. Ela mencionou que esse reajuste é um reflexo dos “ganhos extraordinários” obtidos com a venda de petróleo e destacou que o país vem experimentando um crescimento econômico sustentado, com 20 trimestres positivos consecutivos, totalizando cinco anos de recuperação. Apesar das melhorias, ela reconheceu que o PIB atual é apenas 36% do que era em 2012, quando as receitas do país eram significativamente mais altas.
A presidenta interina também ressaltou que o governo mantém políticas sociais que subsidiam serviços essenciais em mais de 90%. Ela argumentou que a recuperação da renda dos trabalhadores é uma prioridade para o governo, que busca expandir a produção de hidrocarbonetos e mineração como parte de sua estratégia de crescimento econômico.
Rodríguez propôs a adoção de um “novo modelo econômico” que assegure um crescimento sustentável, além de sugerir um novo marco institucional que seja mais eficiente. Ela sancionou uma lei destinada a desburocratizar processos administrativos, facilitando o retorno de venezuelanos que deixaram o país devido à crise econômica. Adicionalmente, anunciou a criação de uma comissão para avaliar os ativos estratégicos do Estado, rejeitando a privatização da PDVSA, a estatal de petróleo.
A presidente também anunciou a formação de um Conselho Econômico Nacional, que incluirá representantes do governo, do setor privado e da população, com a missão de desenvolver um novo modelo tributário. Rodríguez enfatizou que os recursos atualmente congelados no exterior, quando desimpedidos de sanções, devem ser utilizados para aumentar os salários e reabilitar a infraestrutura básica, como escolas e hospitais.
Em relação às sanções, a presidente convocou todos os venezuelanos para uma mobilização nacional a partir de 19 de abril, com o objetivo de exigir o fim das restrições. Ela pediu a todos os setores políticos que deixem de lado suas diferenças e se unam em uma “grande peregrinação” para protestar contra o bloqueio e as sanções econômicas, que, segundo ela, têm prejudicado gravemente o país.
Rodríguez encerrou seu discurso com um apelo ao otimismo, convidando a população a se unir na construção de um futuro melhor para a Venezuela, enfatizando a importância da prudência e da paciência no processo de recuperação econômica. Seu discurso reflete tanto a necessidade de enfrentar os desafios econômicos atuais quanto a esperança de um futuro mais próspero para a nação.
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