Minas Gerais: Promessas Vazias e Hospitais Fechados na Saúde de Zema

Romeu Zema (Novo)

A gestão de Romeu Zema (Novo) à frente do governo de Minas Gerais se encerra cercada por contradições, que a propaganda oficial tenta ocultar. Enquanto outdoors proclamam uma “saúde que avança”, a realidade enfrentada pela população e pelos servidores da saúde revela um cenário de desmonte e privatização. Uma investigação do Brasil de Fato MG revelou que o governo tem utilizado recursos públicos para promover propaganda enganosa, atribuindo a entrega de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a esforços estaduais, quando, na verdade, estas obras foram realizadas com recursos municipais ou federais. Um vereador de Nova Lima destacou essa prática, afirmando que Zema “faz festa com o chapéu dos outros”, evidenciando a falta de entregas concretas no setor.

Além disso, as promessas feitas na campanha de 2018 sobre a construção de hospitais regionais permanecem em sua maioria não cumpridas. Das seis grandes unidades prometidas, apenas duas foram concluídas até março de 2026, refletindo a baixa prioridade dada à saúde pública, especialmente no interior do estado. Isso força a população a recorrer a deslocamentos para a capital, sobrecarregando o sistema de saúde de Belo Horizonte, que o governo agora tenta reduzir.

Um dos aspectos mais polêmicos da gestão Zema foi o plano de fechamento de unidades-chave da rede Fhemig, como o Hospital Maria Amélia Lins e o Hospital Alberto Cavalcanti. Sob a justificativa de “modernização”, o governo propõe a privatização dos serviços de saúde por meio de Organizações Sociais (OSs), o que gera preocupação entre servidores e usuários sobre a possível perda de leitos e a precarização do atendimento. Especialistas criticam essa política, afirmando que o governo parece priorizar o lucro privado em detrimento da saúde pública.

Os servidores da saúde, por sua vez, enfrentaram um arrocho salarial severo durante os sete anos de gestão Zema, acumulando perdas que chegam a 27% devido à inflação. Enquanto isso, o governador aprovou um aumento de quase 300% para seu próprio salário e para seu primeiro escalão em 2023, enquanto os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da pandemia, receberam reajustes insuficientes. Essa disparidade evidencia uma política de “Estado mínimo” aplicada apenas aos serviços públicos e aos salários dos trabalhadores, contrastando com os privilégios da elite governamental.

O cenário da saúde em Minas Gerais, segundo analistas, é resultado de uma escolha política deliberada. Zema deixa o governo com superávits orçamentários que agradam aos grandes empresários, mas à custa de hospitais fechados e servidores desvalorizados. A gestão, que se apresentou como inovadora, revelou-se um projeto de sucateamento do público em favor do interesse privado. A lógica de austeridade fiscal e a busca por privatizações têm impactos negativos diretos na qualidade e universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por fim, críticos apontam a incoerência entre o discurso de eficiência e a realidade da gestão, onde a prioridade fiscal se sobrepõe às necessidades sociais, prejudicando o cidadão comum. O governo de Minas Gerais não se manifestou sobre as denúncias até o fechamento da reportagem, deixando em aberto a possibilidade de um posicionamento futuro.

Fonte: Link original

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