Polícia Federal Realiza Novas Ações Contra Vazamento de Dados do STF
A Polícia Federal (PF) deu continuidade às investigações sobre o vazamento de dados de membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares, cumprindo, nesta quarta-feira (25), um mandado de busca e apreensão, além da instalação de tornozeleira eletrônica, contra um novo suspeito. A ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pela supervisão do caso.
O mandado foi executado em um endereço no Rio de Janeiro. Esta ação se segue a outras determinações semelhantes, que já haviam sido aplicadas a um servidor do Serpro, empresa pública de processamento de dados, e a um vigilante do prédio da Receita Federal.
Operação Anterior Aponta Para Acesso Indevido a Dados
No dia 17 de outubro, a PF desencadeou uma operação envolvendo quatro indivíduos suspeitos de terem acessado informações sigilosas de ministros do STF. Entre eles, o servidor Luiz Antônio Martins Nunes, que supostamente acessou os sistemas da Receita Federal de forma irregular, repassando dados confidenciais a terceiros.
A defesa de Nunes, até o momento, não foi localizada para comentar o caso. Além dele, foram alvos da operação os técnicos Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e o auditor Ricardo Mansano de Moraes.
Suspeitas Envolvendo Dados Pessoais dos Ministros
Em nota, o STF informou que houve um "bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional". Dois dias após essa operação, um vigilante da Receita também foi alvo das mesmas medidas, embora seu nome não tenha sido divulgado.
Ruth Machado dos Santos, uma agente administrativa, é suspeita de ter acessado dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Em depoimento, ela alegou que estava em atendimento presencial no momento do acesso às informações.
Por sua vez, Ricardo Mansano é investigado por acessar dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, que é filha da advogada Guiomar Feitosa. Na época, Mansano ocupava um cargo na chefia de Gestão do Crédito Tributário em Presidente Prudente (SP) e foi afastado de suas funções. Fontes que acompanham o caso afirmam que ele acessou registros de pelo menos dois anos da ex-enteada, referentes aos anos de 2008 e 2024.
A defesa de Mansano se posicionou, afirmando que ele possui uma "reputação ilibada" e que, ao longo de sua carreira na Receita Federal, nunca enfrentou qualquer acusação de falta funcional. Eles asseguraram que os fatos serão esclarecidos e que a verdade prevalecerá, além de ressaltarem que não tiveram acesso completo às acusações e provas da investigação.
Conclusão
As investigações continuam e a Polícia Federal segue em busca de mais esclarecimentos sobre o envolvimento dos suspeitos no vazamento de dados sensíveis. O caso destaca a importância da proteção de informações pessoais e sigilosas, especialmente no contexto de autoridades públicas.
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