Mudança de Partido: 85 Deputados se Readequam para Eleições

Janela leva pelo menos 85 deputados a trocar de partido para eleição

A janela partidária encerrada em 3 de novembro resultou na troca de partido por 85 dos 513 deputados federais do Brasil, representando uma mudança de 17% nas cadeiras da Câmara. O União Brasil, que surgiu da fusão do DEM com o PSL e elegeu a terceira maior bancada em 2022 com 59 deputados, foi o principal perdedor, perdendo 16 parlamentares. As razões para essa debandada incluem a formação de uma federação com o PP, que diminuiu o poder de seus integrantes nos estados, e a busca pela sobrevivência eleitoral da ala mais bolsonarista, levando 9 deputados a migrar para o PL, que é identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por outro lado, o PL, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro, foi o partido que mais se beneficiou nesse processo, conseguindo atrair 13 novos parlamentares, elevando sua bancada de 87 para 99 deputados. O PL havia enfrentado perdas anteriores devido a desavenças internas e a aproximação com o governo Lula. Outro partido que cresceu na Câmara foi o PSD, presidido por Gilberto Kassab, que, apesar de perder 7 deputados, atraiu 14 novos, resultando em um saldo positivo de 7 cadeiras e consolidando-se como a terceira força na Casa com 54 integrantes.

Por sua vez, o PDT viu sua bancada encolher para 13 deputados após a perda de 4 membros, enquanto o Podemos, que atraiu 5 novos parlamentares, agora conta com 21. O PSDB, que também ressurgiu, alcançou 18 representantes. Tanto Podemos quanto PSDB enfrentam desafios em termos de liderança regional, mas apresentam uma estrutura partidária consolidada, tornando-se atrativos para parlamentares em busca de controle em seus estados.

Nas legendas que compõem a base do governo Lula (PT), não houve troca significativa até o momento. O PT manteve sua bancada, e os partidos da federação, PV e PC do B, conseguiram um deputado cada, mantendo uma aliança que soma 87 cadeiras. No entanto, o PSB, que reportou a perda de 2 deputados, pode ver essa situação mudar com a filiação do senador Rodrigo Pacheco, o que poderia levar a novos deputados a se unirem ao partido.

A janela partidária é um período onde deputados federais e estaduais podem trocar de partido sem perder o mandato por infidelidade, já que a Justiça eleitoral considera que o mandato pertence ao partido. Essa janela é aberta 30 dias antes do prazo para trocar de partido visando as eleições, que ocorrerão em 4 de outubro. A quantidade de deputados em cada partido é crucial para negociações políticas e pode impactar a distribuição do fundo eleitoral, que é rateado proporcionalmente aos votos e ao número de deputados eleitos. Assim, enquanto um número maior de deputados pode facilitar a eleição de uma bancada maior, também representa desafios na distribuição de recursos entre mais representantes.

Antes da abertura da janela, 48 deputados já haviam trocado de partido, como o ex-ministro Ricardo Salles, que saiu do PL para se filiar ao Novo, e Luciano Zucco, que mudou do Republicanos para o PL. Essas movimentações foram realizadas mediante acordos entre as legendas para evitar a perda de mandatos.

Fonte: Link original

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