ONU analisa ação militar em Hormuz; Irã denuncia provocação

ONU analisa ação militar em Hormuz; Irã denuncia provocação

Conselho de Segurança da ONU Avalia Resolução para Garantir Navegação no Estreito de Hormuz

O Conselho de Segurança das Nações Unidas está prestes a deliberar sobre uma resolução proposta pelo Bahrein, que visa autorizar o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito de Hormuz. Este corredor marítimo, vital para o transporte de petróleo, enfrenta bloqueios impostos pelo Irã desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel.

A proposta do Bahrein, que atualmente preside o Conselho, se concentra na autorização de "todos os meios defensivos necessários" para garantir a segurança das rotas comerciais em Hormuz. A resolução foi adiada e agora está marcada para votação neste sábado (4), conforme informações de diplomatas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, expressou preocupação com a proposta, alertando que qualquer ação provocativa poderia agravar ainda mais a situação. “Qualquer movimento por parte dos agressores e seus apoiadores, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, só complicará o cenário”, declarou Araghchi.

A proposta é apoiada por diversas nações do Golfo e pelos Estados Unidos, que já influenciaram o texto para remover referências explícitas à aplicação obrigatória da resolução, em uma tentativa de contornar a resistência de membros como Rússia e China, que possuem poder de veto. Para que a resolução seja aprovada, são necessários pelo menos nove votos a favor e a ausência de veto dos cinco membros permanentes do Conselho.

Na quinta-feira (2), o embaixador da China, Fu Cong, manifestou oposição à proposta, afirmando que ela poderia legitimar o uso indiscriminado da força e resultar em uma escalada do conflito.

Em meio a esse cenário tenso, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nas redes sociais que a reabertura do estreito de Hormuz poderia gerar grandes lucros, afirmando que "seria um jorro de riqueza para o mundo".

Sinais de um possível desanuviamento foram observados quando um navio porta-contêiner da empresa francesa CMA CGM atravessou o estreito na última quinta-feira. Este foi o primeiro navio francês a passar pela área desde o início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro. A embarcação, inicialmente com outro destino, alterou sua rota para sinalizar sua nacionalidade às autoridades iranianas.

Além disso, três navios do Omã também cruzaram o estreito, incluindo dois carregando petróleo e um com gás natural liquefeito. A empresa japonesa Mitsui O.S.K. Lines anunciou que um de seus navios, transportando GNL, também fez a travessia, marcando a primeira passagem japonesa desde o início do conflito, embora detalhes sobre a operação não tenham sido divulgados.

Com o conflito se estendendo por cinco semanas e os preços da energia em ascensão, a pressão internacional para reabrir o estreito de Hormuz aumenta. Na última quinta, o Reino Unido organizou uma reunião virtual com mais de 40 países, buscando garantir a passagem segura pela via, mas sem resultados concretos até o momento.

Japão e França já se comprometeram a coordenar esforços para pressionar pela paz e a reabertura do estreito, enquanto a Casa Branca considerou medidas para incentivar seus aliados europeus a formar uma coalizão em apoio à reabertura da rota.

A situação continua crítica e a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos nas águas do estreito de Hormuz, um ponto estratégico para o comércio global de energia.

Fonte: Link original

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