Pai filmado imitando macaco após retorno à Argentina em 24h

Pai filmado imitando macaco após retorno à Argentina em 24h

Polêmica em Santiago del Estero: Pai de Influenciadora Argentina é Filmado Fazendo Gestos Racistas

Menos de 24 horas após a chegada da influenciadora e advogada argentina Agostina Páez à província de Santiago del Estero, uma nova controvérsia envolvendo sua família ganhou destaque na mídia. Mariano Páez, pai de Agostina e empresário, foi filmado em um bar local durante a madrugada, imitando gestos de um macaco e expressando seu desprezo pelo Estado argentino.

As imagens, que rapidamente se espalharam nas redes sociais, mostram Mariano acompanhado de sua companheira, onde ele faz gestos ofensivos que remetem a um episódio anterior que implicou sua filha em um caso de injúria racial no Brasil. Em um momento da gravação, ele declara: "Sinto asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…".

A situação se complica ainda mais com a revelação de que Mariano foi responsável pelo pagamento da fiança de US$ 18 mil para que Agostina pudesse aguardar o desfecho de seu processo em liberdade.

Retorno à Argentina e Reflexões sobre o Caso

Agostina Páez, que enfrentou a acusação de injúria racial no Brasil, teve sua tornozeleira eletrônica removida na terça-feira (31) e retornou à Argentina no dia seguinte. Em entrevista no aeroporto de Buenos Aires, a advogada descreveu sua experiência no Brasil como um "calvário", expressando arrependimento por sua reação durante o incidente no Rio de Janeiro, onde foi filmada fazendo gestos racistas em direção a funcionários de um bar.

"Apesar do contexto, me arrependo de ter reagido desta maneira", afirmou. Agostina ressaltou que não se considera racista e criticou a cobertura midiática, que, segundo ela, não revelou sua versão dos fatos. Ela também aconselhou os viajantes a conhecerem as leis brasileiras antes de visitarem o país.

A Decisão Judicial e Condições para Liberdade

Recentemente, a Oitava Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que Agostina poderia deixar o Brasil após o pagamento de uma caução de aproximadamente R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos. Essa quantia servirá como garantia para que ela cumpra as penalidades impostas pela Justiça brasileira.

O caso remonta ao dia 14 de janeiro, quando Agostina foi acusada de ofensas raciais a um empregado de bar, usando termos pejorativos e imitando um macaco. A defesa de Agostina argumentou que, após demonstrar arrependimento, ela deveria cumprir a pena em seu país natal.

Oposição e Apelo à Justiça

Durante uma audiência recente, Agostina pediu desculpas aos funcionários do bar e reconheceu seu comportamento inadequado. O Ministério Público, por sua vez, pediu que ela fosse autorizada a cumprir serviços comunitários em vez de uma pena de prisão, além de solicitar uma indenização de 120 salários mínimos às vítimas.

A defesa de Agostina busca a revogação das medidas cautelares, argumentando que a advogada enfrentou graves dificuldades enquanto aguardava a resolução do caso. A expectativa agora é que a Justiça brasileira tome uma decisão nos próximos dias, levando em conta o contexto e o arrependimento demonstrado pela acusada.

Conclusão

O episódio envolvendo a família Páez levanta questões sobre a responsabilidade social e as implicações legais de comportamentos racistas, além de destacar a complexidade das normas e sensibilidades culturais em diferentes países. O desdobramento deste caso seguirá sendo acompanhado de perto, tanto na Argentina quanto no Brasil.

Fonte: Link original

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