Papa Leão 14 Critica Guerra e Rejeita Oração de Líderes Bélicos em Discurso Poderoso na Praça de São Pedro
Neste domingo (29), durante a celebração do Domingo de Ramos, o Papa Leão 14 fez declarações contundentes sobre a guerra, afirmando que Deus não escuta as orações de líderes que têm "as mãos cheias de sangue". O discurso do pontífice ocorreu em meio ao conflito em curso com o Irã, que já se estende por dois meses.
Em frente a uma multidão de dezenas de milhares na Praça de São Pedro, Leão 14 descreveu o conflito como "atroz" e enfatizou que Jesus não deve ser utilizado como justificativa para a guerra. "Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra e não pode ser usado para tal", destacou o papa sob o sol radiante. Ele citou uma passagem bíblica, afirmando que Jesus não ouve as orações dos que promovem a guerra, mas as rejeita, ecoando: "ainda que multipliquem as suas orações, eu não as ouvirei, porque as suas mãos estão cheias de sangue".
Embora o papa não tenha nomeado líderes específicos, suas críticas à guerra contra o Irã têm se intensificado nas últimas semanas. Durante o apelo ao final da celebração, ele expressou preocupação com os cristãos no Oriente Médio, que estão "sofrendo as consequências de um conflito atroz" e podem não conseguir celebrar a Páscoa.
Leão 14, conhecido por sua escolha cuidadosa de palavras, reiterou seu pedido por um cessar-fogo imediato no conflito. Vale lembrar que algumas autoridades dos EUA têm utilizado a retórica cristã para justificar ações militares, como os ataques de Israel e dos EUA ao Irã em 28 de fevereiro, que desencadearam a atual guerra na região. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em um culto de oração no Pentágono, clamou por "ação violenta e avassaladora contra aqueles que não merecem misericórdia".
Durante sua homilia, o papa fez referência a um episódio bíblico em que Jesus, prestes a ser preso, repreendeu um de seus seguidores por usar uma espada. "Jesus não se armou, nem se defendeu, nem lutou em nenhuma guerra", afirmou Leão 14. "Ele revelou a face gentil de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de se salvar, permitiu ser pregado na cruz."
As palavras do Papa Leão 14 ressoam em um momento crítico, ecoando a necessidade de paz e reflexão em tempos de conflito, especialmente para os 1,4 bilhão de católicos em todo o mundo que se preparam para a Semana Santa.
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