Preços das Cestas de Páscoa Registram Queda de 5,73% em 2023

Preços das Cestas de Páscoa Registram Queda de 5,73% em 2023

Cesta de Páscoa mais leve para o bolso do brasileiro em 2026

Neste ano, os brasileiros poderão comemorar a Páscoa com um alívio financeiro, já que a tradicional mesa de Páscoa terá um custo menor pelo segundo ano consecutivo. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que a cesta com itens típicos da data, como chocolates e bacalhau, custará 5,73% a menos em comparação ao ano passado.

A pesquisa foi divulgada às vésperas do domingo de Páscoa, que ocorre no dia 5 de abril. Em 2025, a redução nos preços foi ainda mais significativa, atingindo 6,77%. Para contextualizar, a inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10), registrou uma alta de 3,18% entre abril de 2025 e março de 2026.

Apesar da queda nos preços da cesta de Páscoa, alguns produtos apresentaram aumentos superiores à inflação geral. Os bombons e chocolates, por exemplo, tiveram um aumento de 16,71%, enquanto o bacalhau subiu 9,9%. Outros itens, como sardinhas em conserva e atum, também apresentaram aumento de 8,84% e 6,41%, respectivamente.

Por outro lado, houve uma queda significativa nos preços de alimentos essenciais. O arroz, por exemplo, teve uma desvalorização de 26,11%, enquanto os ovos de galinha caíram 14,56% e o azeite 23,20%. Vale ressaltar que os pescados frescos subiram apenas 1,74%, e os vinhos tiveram uma leve alta de 0,73%.

Nos últimos quatro anos, a Páscoa teve um comportamento misto em relação à inflação: duas edições apresentaram inflação positiva e duas, deflação. Os dados são os seguintes:

  • 2026: -5,73%
  • 2025: -6,77%
  • 2024: 16,73%
  • 2023: 13,16%

O economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, destaca que, no acumulado dos últimos quatro anos, os preços relacionados à Páscoa aumentaram 15,37%, índice inferior à inflação geral de 16,53% entre abril de 2022 e março de 2026. Nesse período, os bombons e chocolates subiram 49,26%, enquanto o bacalhau e o atum tiveram aumentos de 31,21% e 38,98%, respectivamente.

Desafios da Indústria

Matheus Dias explica que a redução nos preços dos alimentos frescos é mais ágil do que em produtos industrializados. O mercado de chocolates, por exemplo, ainda está enfrentando altas, mesmo com a queda do preço do cacau no mercado internacional. Desde outubro de 2025, o preço do cacau caiu cerca de 60%, mas os chocolates continuam a aumentar.

A concentração de mercado também é uma preocupação. O economista Valter Palmieri Junior, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta que cinco marcas de chocolates dominam 83% do mercado, o que pode limitar a concorrência e impactar os preços.

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) esclarece que o preço final dos chocolates é influenciado por diversos fatores, incluindo leite, açúcar, frete e a variação do dólar. A entidade também destaca que, neste ano, 800 novos produtos foram lançados no mercado, um aumento em relação aos 611 do ano anterior.

Expectativa Positiva para o Setor

A Abicab prevê um cenário otimista para a Páscoa de 2026, impulsionado pela estabilidade econômica e pela redução histórica da taxa de desemprego. A expectativa é que 14,6 mil empregos temporários sejam gerados, um aumento de 50% em relação ao ano passado. Desses, cerca de 20% tendem a se tornar contratações permanentes.

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva revela que 90% dos consumidores pretendem adquirir produtos relacionados à Páscoa neste ano, indicando um bom potencial de vendas para o setor. Com preços mais acessíveis e uma variedade maior de opções, a Páscoa promete ser um momento de celebração e economia para os brasileiros.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias