Polícia Federal Prende Professora Argentina por Furto em Laboratório da Unicamp
A Polícia Federal (PF) prendeu uma professora argentina sob a acusação de roubo de materiais do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A ação ocorreu na segunda-feira, 23 de março, após uma investigação que durou várias semanas e foi iniciada pela própria universidade.
O alerta sobre a situação surgiu no dia 13 de fevereiro, quando os responsáveis pelo laboratório perceberam a falta de materiais biológicos. Preocupada com a segurança, a Unicamp rapidamente acionou a PF, que deu início às investigações.
Durante o processo, os agentes localizaram os itens desaparecidos em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde a professora, identificada como Soledad Palameta Miller, atuava. No mesmo dia, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, resultando na interdição temporária dos laboratórios e na prisão em flagrante da docente.
Após a audiência de custódia realizada na tarde de 24 de março, a Justiça concedeu liberdade provisória à professora. Até o momento, não foram divulgados detalhes precisos sobre os materiais furtados, mas uma decisão judicial sugere que se trata de um vírus, operando em um laboratório classificado com níveis 2 e 3 de biossegurança, que envolve riscos moderados a altos.
O material recuperado foi enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise técnica, com o suporte da Anvisa. A PF informou que Soledad pode enfrentar sanções adicionais, pois a Justiça também considera a possibilidade de acusá-la por exposição de risco à saúde pública.
As investigações continuam e ainda não há confirmação sobre a participação de outros indivíduos ou como os materiais foram extraídos do laboratório. Em comunicado, a Unicamp reiterou seu compromisso em colaborar com as autoridades e destacou que os detalhes do caso permanecem em sigilo para não prejudicar as investigações. Por sua vez, a defesa da professora argumenta que não há provas de furto, defendendo que Soledad utilizava as instalações do Instituto de Biologia devido à falta de estrutura própria.
Essa situação levanta questões importantes sobre a segurança em laboratórios de pesquisa e a necessidade de medidas mais rigorosas para prevenir incidentes semelhantes no futuro.
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