Repórteres em Alerta: Sindicato e Fenaj Condenam Ameaças a Jornalista do ICL na Câmara dos Deputados

Repórter do ICL Notícias Enfrenta Intimidação Após Questionar Deputados da Oposição em Ação Polêmica

Entidades Jornalísticas Repudiam Intimidação a Repórter no Congresso

Na última quarta-feira, 25 de outubro, importantes entidades do jornalismo brasileiro, incluindo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) e a Comissão de Mulheres Jornalistas da FENAJ, manifestaram seu repúdio a um grave incidente envolvendo a repórter Manuela Borges, do portal ICL Notícias. O episódio ocorreu no dia anterior, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, onde Manuela foi cercada e intimidada por assessores de deputados da extrema direita.

A situação ocorreu durante uma sessão convocada por parlamentares da oposição, quando Manuela questionou sobre outdoors com imagens de Michelle Bolsonaro e da deputada Bia Kicis, levantando a questão de uma possível campanha antecipada. Após seu questionamento, aproximadamente 20 servidores se aproximaram, posicionando celulares a poucos centímetros de seu rosto e gritando, o que dificultou sua mobilidade. A situação se intensificou quando a repórter seguiu os deputados para o interior do Partido Liberal (PL), momento em que começou a confusão.

Em nota oficial, as entidades afirmaram que "é inaceitável e absurdo que uma profissional de imprensa, no exercício de sua função dentro de uma Casa legislativa, seja cercada e intimidada". O texto ainda destaca que o ato revela uma clara violência de gênero, visando silenciar questionamentos legítimos e enfraquecer a presença feminina na política.

Um Ataque à Liberdade de Imprensa

As organizações enfatizaram que o ataque a Manuela Borges não é um caso isolado, mas uma afronta a todos os jornalistas e ao jornalismo como um todo. "A liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia e não deve ser cerceada por métodos de coação física e psicológica", destacaram.

Além disso, as entidades expressaram indignação pelo fato de a Polícia Legislativa, presente durante o incidente, não ter tomado medidas para proteger a integridade da repórter. O SJPDF e a FENAJ exigem uma investigação rigorosa por parte da Presidência da Câmara dos Deputados, atualmente sob a liderança de Hugo Motta (Republicanos-PB), que até o momento não se pronunciou sobre o assunto.

As entidades também solicitaram a responsabilização de todos os servidores e parlamentares envolvidos e pediram a implementação de medidas de segurança que garantam o trabalho livre e seguro dos jornalistas nas dependências do Congresso Nacional.

Solidariedade à Repórter

O SJPDF reafirmou seu apoio a Manuela Borges e informou que o ICL Notícias planeja formalizar uma denúncia junto ao Comitê de Imprensa da Mesa Diretora da Câmara. Além disso, será feita uma representação formal com imagens e vídeos que ajudem na identificação dos agressores, incluindo aqueles que portavam crachás de servidores de gabinetes parlamentares.

As entidades estão avaliando também possíveis ações judiciais em resposta a este lamentável episódio. "Não aceitaremos a intimidação como um método político. O jornalismo deve ser exercido em liberdade", concluiu a nota.

O caso reflete a preocupação crescente com a segurança dos jornalistas no Brasil, especialmente em um ambiente político cada vez mais hostil. A luta pela liberdade de imprensa e pelo respeito à atividade jornalística se torna cada vez mais urgente.

Fonte: Link original

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