Na última sexta-feira, 27 de outubro, a Polícia Federal (PF) prendeu novamente Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e membro do União Brasil. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e ocorreu no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas (ADPF 635). Juntamente com a prisão, a PF executou um mandado de busca e apreensão na residência de Bacellar, localizada em Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro. Esta ação faz parte da terceira fase da Operação Unha e Carne.
Após sua prisão, Bacellar foi levado para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde passou pelas formalidades legais antes de ser transferido para o sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A primeira prisão de Bacellar ocorreu em 3 de dezembro do ano anterior, quando ele foi investigado pelo suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma operação policial que tinha como alvo o ex-deputado estadual TH Joias, preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Em uma votação na Alerj, a prisão preventiva de Bacellar foi revogada por 42 votos a favor e 21 contra, com duas abstenções. O ministro Moraes confirmou a decisão da Assembleia, concedendo liberdade provisória a ele no dia 9 de dezembro.
Recentemente, em 24 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Bacellar, tornando-o inelegível. Ele foi condenado, junto com o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. As acusações referem-se à contratação de 27 mil funcionários temporários na Fundação Centro Estadual de Pesquisa e Estatística do Rio (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que supostamente atuaram como cabos eleitorais na campanha de reeleição de Castro.
O TSE, em sua decisão, determinou a retotalização dos votos no estado para decidir quem assumirá a vaga deixada por Bacellar. A situação reflete um contexto político conturbado no Rio de Janeiro, onde acusações de corrupção e irregularidades eleitorais têm sido recorrentes. A prisão de Bacellar e as investigações em curso destacam a atuação da Justiça e das autoridades policiais em enfrentar a corrupção e preservar a integridade do processo eleitoral.
A Operação Unha e Carne, da qual a prisão de Bacellar faz parte, visa investigar práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de influência e ao uso de recursos públicos para benefício político. A continuidade dessas investigações é vista como um passo importante para a responsabilização de figuras públicas envolvidas em atos de corrupção.
Em suma, as ações recentes contra Rodrigo Bacellar refletem uma tentativa de restaurar a confiança nas instituições políticas do Rio de Janeiro, em meio a um cenário marcado por escândalos e investigações que envolvem diversos agentes políticos. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos legais e as possíveis consequências para Bacellar e outros envolvidos nas denúncias.
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