Secretário do Tesouro Alerta: Reformas na Previdência se Tornam Urgentes com o Envelhecimento da População

Secretário do Tesouro Alerta: Reformas na Previdência se Tornam Urgentes com o Envelhecimento da População

Secretário do Tesouro Defende Ajustes na Previdência para Enfrentar Envelhecimento da População

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a importância de realizar ajustes na Previdência, em virtude do envelhecimento da população brasileira. Em entrevista, Ceron afirmou que o país precisa adaptar suas políticas sociais à crescente expectativa de vida, um fenômeno que, segundo ele, é positivo.

Ceron mencionou que a discussão sobre a reforma previdenciária deve ser naturalizada, citando que outras nações também enfrentam esse desafio. “Estamos promovendo ajustes, como no caso da Previdência dos militares. É necessário que essa conversa aconteça”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de o governo do presidente Lula apresentar propostas de reforma ainda este ano, Ceron não descartou essa possibilidade. “Estamos sempre abertos a propor ajustes. Neste ano, nosso foco é alcançar as metas fiscais, que são desafiadoras. Acreditamos que conseguiremos entregar resultados novamente”, afirmou.

O secretário enfatizou a necessidade de desacelerar o crescimento das despesas obrigatórias, especialmente relacionadas à Previdência e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo ele, essa medida é crucial para liberar recursos para investimentos públicos e garantir a sustentabilidade fiscal do país. “Nosso principal desafio é fazer com que o crescimento dessas despesas fique abaixo do crescimento do PIB, possibilitando a recuperação fiscal”, ressaltou.

Ceron alertou que, mesmo após as recentes mudanças, o BPC apresentou um crescimento de cerca de 9% no último ano, um índice considerado elevado. “Isso não é saudável para o futuro”, frisou.

Exceções à Regra Fiscal e Desafios Futuros

Em relação às exceções à regra fiscal, que devem ultrapassar R$ 170 bilhões até 2026, Ceron reconheceu que o número é expressivo, mas destacou que a maior parte dessas exceções é de caráter extraordinário, como o pagamento de precatórios e o auxílio ao Rio Grande do Sul em decorrência de enchentes.

Ele ressaltou que a regularização dos precatórios é fundamental para evitar problemas maiores no futuro e que a principal meta do arcabouço fiscal é conter o crescimento real das despesas, que, nos últimos 20 anos, superou 4% ao ano.

Dívida Pública e Cenário Econômico

Apesar dos esforços para equilibrar as contas, o Tesouro projeta que a dívida pública continuará sua trajetória de alta até 2032, podendo alcançar 88,6% do PIB. Ceron atribuiu essa revisão a fatores tanto internos quanto externos, como a política monetária restritiva nos Estados Unidos e a instabilidade gerada no final de 2024.

Ele enfatizou a necessidade de uma comunicação clara sobre a trajetória da dívida, para garantir que não haja desvios inesperados.

Foco na Meta Fiscal e Estatais em Foco

Para o ano de 2026, a meta fiscal é um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34 bilhões. Ceron reafirmou que o governo está comprometido em cumprir essa meta e expressou confiança na obtenção dos resultados desejados. No entanto, ele também alertou sobre a situação das estatais, citando a possibilidade de investimentos nos Correios e a necessidade de decisões estratégicas em relação à Eletronuclear.

Permanência no Governo

Por fim, Ceron comentou sobre as possíveis mudanças no comando do Ministério da Fazenda e manifestou sua disposição em continuar contribuindo com o governo. “Estou à disposição para ajudar naquilo que o ministro e o presidente entenderem que eu posso contribuir mais”, concluiu.

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