Solidarity from Brazil’s Largest Public Health Association for Cuba’s Crisis

Moradores recebem o Maguro, rebatizado de “Granma 2.0”, na chegada ao porto de Havana com ajuda humanitária vinda do México, em 24 de março de 2026.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) expressou preocupação e solidariedade em relação à grave crise energética enfrentada por Cuba, destacando como as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, contribuíram para essa situação. A nota ressalta que essas sanções resultaram em uma “crise sociossanitária” na ilha, especialmente após a interrupção do fornecimento de petróleo, essencial para a manutenção de serviços vitais, como saúde pública e saneamento.

A Abrasco informa que cerca de 5 milhões de cubanos que dependem de cuidados de saúde estão sendo diretamente afetados. Isso inclui 16 mil pacientes em tratamento de radioterapia e 12,4 mil que precisam de quimioterapia, além de uma fila de espera para cirurgias que supera 96 mil pessoas, incluindo mais de 11 mil crianças. A escassez de energia também compromete serviços essenciais, como vacinação e exames pré-natais, afetando mais de 30 mil crianças que dependem de transporte refrigerado para imunização e cerca de 32 mil gestantes que aguardam ultrassonografias.

A associação também destaca a importância dos profissionais de saúde cubanos, que têm atuado em diversos países em situações de carência de serviços de saúde. Entre 2011 e 2016, mais de 140 mil profissionais cubanos trabalharam em 67 países, incluindo cerca de 14 mil médicos que participaram do programa Mais Médicos no Brasil entre 2013 e 2018. A saída de mais de 8 mil médicos após o término do acordo resultou em uma significativa perda de atendimento em várias regiões do Brasil.

Diante da atual crise, a Abrasco pede uma resposta internacional e ações concretas do governo brasileiro, enfatizando a necessidade de retribuir a solidariedade que Cuba tem demonstrado na América Latina, Caribe e África. A entidade planeja denunciar a situação a organismos internacionais e solicita medidas imediatas, incluindo o envio de insumos de saúde e equipamentos para garantir energia, como baterias, geradores e placas solares. Além disso, sugere a criação de uma cooperação entre os sistemas de saúde brasileiro e cubano para desenvolver ações conjuntas.

A ativista brasileira Lisi Proença também se manifestou sobre a crise, afirmando a importância de ampliar a solidariedade internacional a Cuba. Ela destacou a chegada da flotilha humanitária Nuestra América a Havana, que enviou alimentos, medicamentos e equipamentos para geração de energia, incluindo painéis solares e baterias. Proença criticou a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, afirmando que isso intensifica as dificuldades internas, e lamentou a falta de ações firmes do governo brasileiro em apoio à soberania da ilha.

Integrantes da flotilha relataram dificuldades no retorno aos seus países, com alguns sendo interrogados em aeroportos. Um dos participantes, Thiago Ávila, expressou que essas tentativas de intimidação apenas aumentam a determinação de continuar a luta em favor da solidariedade com Cuba. A situação ressalta a complexidade das relações internacionais e a necessidade de uma ação coordenada para enfrentar os desafios enfrentados pelo povo cubano.

Fonte: Link original

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