Tenente-coronel detido por morte de esposa PM se aposenta e recebe salário

Tenente-coronel detido por morte de esposa PM se aposenta e recebe salário

Tenente-coronel da PM de São Paulo é transferido para a reserva após ser acusado de feminicídio

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que está preso há duas semanas sob suspeita de feminicídio e fraude processual, foi oficialmente transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo. Ele é acusado de ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, e de ter simulado um suicídio.

A decisão de transferir o oficial para a inatividade foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 2 de novembro. O ato foi solicitado pelo próprio tenente-coronel, que continuará a receber salário e gratificações proporcionais à sua idade. De acordo com o Portal da Transparência do governo estadual, seu último salário bruto foi de R$ 28,9 mil, com um valor líquido de R$ 15 mil, correspondente ao mês de fevereiro.

Além de Neto, outros 50 policiais militares também foram transferidos para a reserva, enquanto 50 novos policiais foram promovidos no mesmo ato administrativo.

Na última segunda-feira, 30 de outubro, o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, assinou um documento que deu início ao Conselho de Justificação do tenente-coronel. Esse processo pode resultar em sua expulsão da corporação. Caso isso ocorra, ele perderá o salário e poderá ser transferido para um presídio comum. Atualmente, Neto está detido no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte da capital paulista.

A morte de Gisele ocorreu em 18 de fevereiro, quando ela foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo. Na ocasião, o tenente-coronel estava presente e alegou que a esposa havia cometido suicídio. No entanto, a investigação revelou evidências contraditórias, como a posição das manchas de sangue e marcas de agressão no rosto da vítima, que foram confirmadas por exames após a exumação do corpo.

A perícia sugere que Neto teria atirado na cabeça de Gisele, alterado o posicionamento do corpo e colocado a arma ao lado do cadáver. Durante a investigação, o tenente-coronel desobedeceu uma ordem para não tomar banho, o que poderia ter comprometido a preservação de provas.

A defesa de Neto argumenta que a ordem de prisão emitida pela Justiça Militar foi ilegal, uma vez que a autoridade responsável não teria competência para julgar casos de feminicídio. Além disso, a defesa alega que informações sobre a vida privada do oficial foram divulgadas de maneira descontextualizada, o que teria gerado uma exposição indevida e repercussões negativas sobre sua honra e dignidade.

Fonte: Link original

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