Negociações entre Irã e EUA em Islamabad Terminam sem Acordo
As esperadas negociações de paz entre as delegações do Irã e dos Estados Unidos, realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, não lograram êxito após 21 horas de discussões intensas. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, anunciou a saída da reunião, revelando que a parte iraniana optou por não aceitar as condições propostas.
“Precisamos de um compromisso claro de que o Irã não irá desenvolver armas nucleares nem buscará os meios para isso. Esse é o objetivo central do presidente dos EUA”, declarou Vance à imprensa antes de retornar a Washington.
Por outro lado, o Irã reafirma seu direito de manter um programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usar essa questão como pretexto para promover uma “mudança de regime” em Teerã. O país persa nega veementemente qualquer intenção de desenvolver armas nucleares.
O líder da delegação iraniana, Mohammad-Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento, destacou a disposição de seu país para o diálogo, mas expressou desconfiança em relação às promessas feitas pelos EUA, citando experiências anteriores de agressões. “Apresentamos propostas construtivas, mas não conseguimos estabelecer a confiança necessária nesta rodada de negociações”, afirmou Ghalibaf em suas redes sociais.
Tensões no Estreito de Ormuz
Após o fracasso das negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que, diante da recusa do Irã em desistir de suas “ambições nucleares”, a Marinha americana tomaria medidas para garantir a segurança na estratégica passagem do Estreito de Ormuz. "Instruí nossa Marinha a interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã", afirmou Trump, acrescentando que as minas colocadas pelo Irã na região seriam destruídas.
O Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo, é responsável por cerca de 20% do tráfego mundial de óleo. O Irã já havia fechado a passagem em resposta a ações militares dos EUA e de Israel, intensificando as tensões na área.
O novo líder supremo do Irã, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, declarou que novas regras para a navegação no Estreito de Ormuz seriam implementadas, sinalizando que a situação não retornaria ao status anterior ao conflito.
Durante as negociações, foram abordados diversos tópicos, incluindo o programa nuclear, questões de indenizações de guerra, levantamento de sanções e a busca pelo fim completo do conflito na região. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reconheceu que era compreensível que questões tão complexas não pudessem ser resolvidas em apenas um dia de negociações.
A persistência de divergências sobre o Estreito de Ormuz e outras questões regionais evidencia os desafios que ambas as partes ainda enfrentam para alcançar um entendimento duradouro.
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