Toffoli é alvo de polêmica por voos com empresas de Vorcaro

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Em uma recente reportagem da Folha de S. Paulo, surgiram novas informações sobre as viagens do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levantam questões sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, implicado em um grande esquema de fraudes financeiras. Enquanto apurações anteriores já haviam revelado que o ministro Alexandre de Moraes utilizou voos de empresas ligadas a Vorcaro, a nova investigação aponta que Toffoli também fez uso de jatinhos particulares, com pelo menos dez voos a partir do terminal privado do aeroporto de Brasília em 2025, sendo cinco desses voos ligados a Vorcaro e suas empresas.

Os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) mostraram que Toffoli viajou em aeronaves de empresas que têm ou tiveram vínculos com Vorcaro. Dentre essas empresas, a Prime Aviation, da qual Vorcaro foi sócio até recentemente, e a Petras Participações, que possui o resort de luxo Tayayá, onde Toffoli e seus irmãos eram sócios de um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro das fraudes.

A reportagem detalhou voos realizados por Toffoli em diferentes meses para várias localidades, incluindo São Paulo e Ourinhos, cidade próxima ao resort Tayayá. Em um caso específico, no dia 4 de julho de 2025, Toffoli embarcou em um avião que partiu para Marília, sua cidade natal, pouco depois de acessar o terminal do aeroporto de Brasília. Este mesmo modelo de aeronave foi utilizado por Moraes em três ocasiões distintas.

Moraes, por sua vez, negou as alegações e classificou as apurações como “fantasiosas”. A Prime Aviation, responsável por algumas das aeronaves utilizadas, defendeu o sigilo dos contratos em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados. A coincidência de horários de embarque de Toffoli e de decolagens de aviões ligados a Vorcaro também foi destacada, com registros que indicam que o ministro esteve na região do resort Tayayá em datas coincidentes com esses voos.

As ligações entre Toffoli e Vorcaro se tornam ainda mais relevantes considerando que, até o início deste ano, o ministro estava relatando processos relacionados ao Banco Master no STF, mantendo silêncio sobre investigações que envolviam o resort Tayayá. Diante da revelação das relações entre ele e Vorcaro, Toffoli se declarou suspeito de participar de julgamentos relacionados ao caso, o que demonstra a complexidade e a gravidade das implicações éticas envolvidas.

Além disso, a proximidade de Toffoli com o empresário Luiz Pastore, amigo pessoal e proprietário de uma das aeronaves utilizadas pelo ministro, levanta ainda mais suspeitas. Em várias ocasiões, Toffoli viajou em jatinhos pertencentes a Pastore, incluindo uma viagem para assistir à final da Copa Libertadores no Peru com um advogado que defende um dos executivos do Banco Master.

Essas revelações sobre as viagens de Toffoli, em conexão com um esquema de fraudes e seus laços com empresários envolvidos, trazem à tona questões sérias sobre a integridade e a imparcialidade do sistema judicial brasileiro, exigindo uma análise cuidadosa e transparente por parte das autoridades competentes.

Fonte: Link original

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