Trump classifica traficantes como narcoterroristas; entenda!

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Título: A Nova Geopolítica do Tráfico: Estudo Revela Interesses do Governo Trump nas Rotas de Drogas

Introdução
Um estudo recente da professora Joana das Flores, da Universidade Federal de São Paulo, lança luz sobre as verdadeiras motivações do governo de Donald Trump no combate ao tráfico de drogas. Em sua pesquisa, intitulada “Narcoterrorismo: segunda grande crise política de guerras às drogas”, Joana argumenta que o foco do governo americano não está em erradicar o tráfico, mas sim em retomar o controle sobre as rotas e o fluxo financeiro desse comércio ilícito.

Contexto Histórico e Metodologia
Desde 2020, Joana realiza um trabalho de campo com a população carcerária de São Paulo e investiga as origens do tráfico de drogas desde o século 16. Ela analisa a evolução da abordagem americana à guerra às drogas, começando com a administração de Ronald Reagan nos anos 80. A pesquisa revela um padrão de interesses econômicos que se estende por décadas.

Divisor de Águas: Operação Carbono Oculto
Em entrevista ao ICL Notícias, Joana destacou a operação Carbono Oculto da Polícia Federal como um marco importante. A operação revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) não depende mais dos bancos dos Estados Unidos para lavar dinheiro. “Hoje, o PCC opera como uma máfia, utilizando a estrutura política e econômica do Brasil. Eles estão envolvidos em licitações em áreas como transporte e saúde”, afirmou. Além disso, a organização se expandiu para a Europa, onde atualmente realiza operações de lavagem de dinheiro.

Internacionalização do PCC
A pesquisa indica que o PCC está se conectando com grupos criminosos internacionais, como a máfia irlandesa Kinahan e a Ndrangheta italiana. "O PCC agora utiliza canais financeiros na Europa e nos Emirados Árabes, mudando a dinâmica do tráfico", explica Joana. A operação Carbono Oculto evidenciou que o PCC emprega fintechs não regulamentadas para movimentar recursos ilícitos, especialmente no setor de combustíveis e apostas.

Mudança de Estrategias: Trump vs. Biden
Sob a administração Trump, o foco mudava para o controle das rotas marítimas e do fluxo de capitais, enquanto Biden intensificou as sanções contra lavagem de dinheiro e reforçou a fiscalização financeira. O governo Biden colabora com as autoridades brasileiras para monitorar transações suspeitas, diferentemente do governo Trump, que buscava classificar organizações criminosas como terroristas, possibilitando uma possível intervenção nos assuntos brasileiros.

Implicações Geopolíticas
Joana ressalta que o tráfico de drogas não é apenas uma questão de criminalidade, mas está profundamente entrelaçado com o comércio global. A insistência de Trump em interesses territoriais, como a Groenlândia, pode estar ligada a rotas comerciais mais eficientes com a Ásia. Brasil, México e Colômbia, com suas áreas portuárias sob controle estatal, tornam-se alvos potenciais para intervenções que, sob a justificativa do combate ao tráfico, podem resultar em um domínio das rotas comerciais.

Conclusão
O estudo de Joana das Flores oferece uma nova perspectiva sobre as estratégias de combate ao tráfico de drogas e os interesses geopolíticos por trás delas. A dinâmica entre o PCC e as organizações internacionais, bem como a postura dos Estados Unidos, molda não apenas a política de segurança, mas também as relações econômicas globais. A pesquisa revela que a luta contra o tráfico transcende a criminalidade, envolvendo questões de soberania e controle econômico.

Fonte: Link original

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