USP une conhecimento e tecnologia para impulsionar inclusão social

Núcleo de pesquisa da USP articula informação, formação e tecnologia para promover inclusão – Jornal da USP

O Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (NeuroRehab), sediado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, tem se destacado por integrar pesquisa e prática, promovendo inclusão no acesso ao conhecimento. Coordenado pela professora Fabiana Faleiros, o núcleo surgiu da experiência de reabilitação de pessoas com deficiência, estruturando suas atividades em três frentes: produção de informação acessível, formação de profissionais e desenvolvimento de tecnologias assistivas.

A trajetória de Fabiana começou com sua atuação em um hospital de reabilitação, onde percebeu que a informação era uma ferramenta central no processo de inclusão. Após um mestrado e doutorado na Alemanha, onde tomou contato com abordagens integradas de tecnologia e reabilitação, ela fundou o NeuroRehab em 2014. O núcleo colabora com instituições internacionais e nacionais, como a Universidade de Dortmund, Universidades em Portugal e Argentina, e a Universidade de Michigan.

A primeira frente de atuação do NeuroRehab foca na produção de informação acessível. A equipe constatou que pessoas com deficiência enfrentam barreiras no acesso à informação devido a limitações cognitivas e linguagem técnica. Para contornar isso, criaram o portal D+Informação, que fornece conteúdo científico de forma acessível, especialmente durante a pandemia de covid-19. Com cerca de 300 mil usuários, a plataforma disponibiliza orientações sobre direitos e benefícios, traduzindo conteúdos acadêmicos para uma linguagem mais clara. A equipe interdisciplinar, composta por estudantes de saúde e comunicação, trabalha na adaptação da linguagem, enfrentando desafios para garantir que a informação não seja distorcida.

A segunda frente do grupo se concentra na formação de profissionais de saúde e educação, reconhecendo que a inclusão deve ser uma construção conjunta. O método utiliza design thinking, envolvendo todas as partes de uma instituição para identificar e solucionar problemas. Projetos em diversas regiões do Brasil já foram implementados, adaptando-se às necessidades locais, como protocolos de atendimento a populações específicas e estratégias de comunicação para deficientes auditivos. Na educação, o projeto Ciência Cidadã envolve alunos e professores na criação de soluções inclusivas.

A terceira frente do NeuroRehab é o desenvolvimento de ferramentas digitais, incluindo uma inteligência artificial (IA) para ajudar na elaboração de projetos inclusivos. Essa IA, apoiada em literatura científica, visa facilitar o trabalho de professores e profissionais. Além disso, o núcleo está desenvolvendo um selo de qualidade para plataformas digitais, que permitirá identificar conteúdos confiáveis e acessíveis.

A internacionalização e a expansão do NeuroRehab são impulsionadas por parcerias que promovem intercâmbio de estudantes e desenvolvimento de tecnologias assistivas. A inclusão é abordada de maneira abrangente, considerando temas como gênero, raça e envelhecimento, reforçando que todos podem precisar de inclusão em algum momento da vida.

Por fim, Fabiana ressalta a importância da informação acessível, formação adequada e tecnologias inclusivas para que a ciência se torne verdadeiramente útil para todos. O NeuroRehab se posiciona como um exemplo de como a pesquisa e a prática podem se unir para promover um ambiente mais inclusivo, respondendo às necessidades de uma sociedade que ainda enfrenta desafios significativos em relação à inclusão.

Fonte: Link original

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