Venezuelanos relembram golpe de 2002 e celebram resistência antiimperialista

Há 24 anos, Hugo Chávez sofria um golpe de Estado que duraria apenas 72. Seu retorno ao poder o tornou a maior liderança política da história do país.

A capital da Venezuela, Caracas, é uma cidade que reflete intensos contrastes, especialmente entre seu passado histórico e seu presente vibrante. Um dos eventos mais marcantes na história recente do país ocorreu em 2002, quando um golpe de Estado, liderado por setores da elite empresarial, da Igreja Católica, da mídia e de militares descontentes, suspendeu os direitos civis e políticos da população, declarou a Constituição nula e tentou estabelecer uma ditadura em um país democrático. No entanto, a determinação do povo venezuelano, apoiada por militares leais ao presidente Hugo Chávez, resultou em uma rápida restauração da ordem democrática, com Chávez retornando ao cargo em menos de 48 horas.

Esse episódio ainda está vivo na memória de muitos habitantes de Caracas, como Carlos Lucena, que recorda com emoção os eventos daquele dia. Ele menciona a brutalidade da repressão, incluindo o ataque na Ponte Llaguno, onde a polícia se confrontou com a população civil. A recuperação do presidente é vista como um marco na luta pela democracia participativa que Chávez promoveu. Outro morador, Hugo García, destaca a resiliência do povo, que conseguiu reverter a traição militar e reestabelecer o governo legítimo, refletindo sobre a lição aprendida: “Todo 11 tem o seu 13”.

O deputado Frang Morales, que acompanhou Chávez desde o levante militar de 1992, observa que as 72 horas entre o golpe e o retorno de Chávez foram fundamentais para a conscientização política da população venezuelana. Ele enfatiza que esse evento foi uma tentativa do “império” de desmantelar a revolução bolivariana, mas o povo unido conseguiu restaurar seu presidente em tempo recorde. Morales vê essa experiência como um marco de identidade e pertença para os venezuelanos, que se tornaram um coletivo forte em defesa da Revolução.

María León, uma parlamentar do Partido Socialista Unido da Venezuela, também esteve presente durante aqueles dias históricos e observa que as comemorações do retorno de Chávez ganham um novo significado à luz dos desafios atuais enfrentados pelo país, incluindo um recente ataque dos Estados Unidos e o sequestro do atual presidente, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. León expressa a esperança de que a história se repita e que Maduro seja resgatado, assim como Chávez foi em 2002.

O sentimento de solidariedade entre os venezuelanos é palpável, com muitos acreditando que, apesar das dificuldades e da opressão internacional, a vitória popular é possível. Hugo García ressalta a falta de provas concretas contra Maduro, enfatizando que sua prisão é uma questão de interesse imperial. Ele compartilha a esperança de que Maduro retorne à Venezuela, reafirmando a legitimidade de seu governo e a força do povo venezuelano em lutar por sua soberania.

Esses relatos e reflexões evidenciam a resiliência da sociedade venezuelana e o significado profundo que os eventos de abril de 2002 ainda têm para os cidadãos, moldando sua identidade e sua luta contínua por democracia e justiça em um contexto repleto de desafios.

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