Novo Sistema de Controle Fronteiriço Inicia na União Europeia
Um novo sistema de controle fronteiriço foi implementado em toda a União Europeia, incluindo Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Desde a última sexta-feira (10/04), todos os estrangeiros que visitam esses países para estadias curtas devem se registrar no Sistema de Entrada-Saída (SES), exceto em Chipre e Irlanda, que ainda utilizam o método tradicional de carimbo em passaportes.
Como Funciona o Sistema
O SES visa registrar digitalmente tanto a entrada quanto a saída de visitantes no espaço Schengen. O processo é voltado para aqueles que permanecerão por até 90 dias em um período de 180 dias, independentemente da necessidade de visto. A principal inovação é a eliminação do carimbo manual, com todos os dados sendo coletados digitalmente.
Ao chegar, os viajantes devem escanear seus passaportes em totens de autoatendimento, onde também registrarão dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial. Após essa etapa, eles seguirão para a verificação com agentes de imigração.
Benefícios Esperados
O novo sistema promete aumentar a eficiência nos controles de fronteira e reduzir o tempo de espera para os passageiros. Uma das principais funcionalidades é a possibilidade de os viajantes fornecerem suas informações antecipadamente pelo aplicativo "Travel to Europe", até 72 horas antes da migração. Isso deve acelerar o processo, que, no entanto, enfrentou desafios em países como Portugal, onde longas filas foram registradas nos primeiros meses de implementação.
Preocupações dos Viajantes
Anita Mendiratta, assessora especial do Secretário-Geral da Organização Mundial do Turismo, expressou preocupações sobre a ansiedade dos viajantes devido à situação global, como a crise no Oriente Médio e os altos preços de combustíveis e passagens. Ela recomenda que os viajantes planejem chegar mais cedo aos aeroportos, considerando o tempo necessário para o registro biométrico e escaneamento.
Segurança e Controle
Além de aumentar a eficiência, o SES também visa combater a migração irregular, melhorando o controle sobre o tempo de permanência dos viajantes e a identificação de documentos falsos. Com o sistema, as autoridades terão acesso a dados que garantem que a pessoa que entra no bloco é a mesma que apresenta o documento.
Os dados dos viajantes serão armazenados de um a cinco anos, dependendo da sua natureza, e estarão protegidos contra usos indevidos. A expectativa é que, com o tempo, o investimento no novo sistema resulte em processos mais rápidos e seguros nas próximas viagens.
Conclusão
O novo Sistema de Entrada-Saída representa um marco na modernização dos controles fronteiriços na Europa. Embora haja desafios iniciais, os benefícios esperados em termos de eficiência e segurança podem transformar a experiência de viajar pelo continente.
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