Vítima de violência revela lacunas em medidas de proteção

vítima de violência expõe falha em medidas protetivas

A advogada Carolina Câmara C. B. Martins compartilhou um testemunho impactante sobre a violência doméstica que sofreu por quase três anos, revelando sua frustração com a ineficácia das medidas protetivas que buscou através do sistema judiciário. Em uma entrevista ao Jornal Opção, Carolina expressou seu desespero ao afirmar que seu agressor, mesmo após ser preso em flagrante por lesões, foi liberado durante uma audiência de custódia e continuou a ameaçá-la. Ela descreveu um ciclo de medo persistente, mesmo após ter feito mais de 13 denúncias e solicitado diversas vezes a intervenção das autoridades.

Carolina relatou que, em setembro de 2025, foi ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames confirmaram lesões em várias partes do seu corpo. Apesar do agressor ter sido detido, sua liberdade foi rapidamente restaurada, permitindo que ele continuasse a se aproximar dela, criando uma situação insustentável de tensão e insegurança. A Justiça propôs o uso de uma tornozeleira eletrônica para o agressor e forneceu a Carolina um botão de pânico, uma ferramenta que deveria garantir sua segurança. No entanto, essa medida se mostrou ineficaz, pois o agressor não apenas desrespeitou a ordem de afastamento, mas também a submeteu a um “terror psicológico diário”, com contatos constantes que culminavam em disparos do botão de pânico.

A advogada descreve a experiência como angustiante, ressaltando a falta de ação efetiva por parte das autoridades. Carolina afirmou que, em sua cidade, Goiânia, as medidas de proteção falharam completamente. Ela recordou momentos em que ouviu dentro da delegacia que sua vida estava em risco e que, para que algo fosse feito, seria necessário tornar sua situação pública. Este desfecho a levou a uma reflexão profunda sobre o sistema, que, segundo ela, não apenas a abandonou, mas também a muitas outras mulheres que se encontram em situações semelhantes.

Carolina enfatizou que a questão não se resume à falta de denúncias, provas ou coragem por parte das vítimas, mas sim a um sistema que falha em oferecer a proteção necessária. Seu desabafo é um apelo por mudanças e uma maior responsabilidade das instituições responsáveis pela segurança das vítimas de violência doméstica. A advogada concluiu que, após tantas tentativas frustradas de buscar ajuda, decidiu desistir da ação judicial, sentindo-se desprotegida e temendo pela própria vida, com a certeza de que seu agressor poderia concretizar suas ameaças a qualquer momento.

O relato de Carolina é um chamado de atenção para a gravidade da violência doméstica e para a necessidade de um sistema judicial mais eficaz, que realmente proteja as vítimas e impeça que mais mulheres sofram as consequências de uma estrutura que falha em proporcionar segurança e justiça.

Fonte: Link original

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