Na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, os aeroportos de São Paulo, especialmente os de Congonhas e Guarulhos, enfrentaram cancelamentos e atrasos de voos, reflexo de uma pane que afetou o tráfego aéreo no dia anterior. Congonhas foi o terminal mais prejudicado, registrando sete cancelamentos e quatro atrasos em voos de chegada e partida. O Aeroporto Internacional de Guarulhos também teve que lidar com um cancelamento e um atraso.
A interrupção do tráfego aéreo ocorreu na manhã de quinta-feira, 9 de abril, quando um suspeito incêndio levou à evacuação do prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), localizado em Congonhas. Tiago Faierstein, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esclareceu que a paralisação não foi causada por uma falha elétrica, mas sim pela presença de fumaça em uma área do Decea, o que exigiu a evacuação dos funcionários e a suspensão dos serviços até que a situação fosse considerada segura. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, mencionou também uma possível suspeita de vazamento de gás na torre de controle. Felizmente, não houve relatos de feridos ou danos aos equipamentos.
A suspensão das operações de tráfego aéreo afetou não apenas os principais aeroportos, mas também diversas outras instalações em São Paulo e no interior do estado. Aeroportos como Campo de Marte, Viracopos, e vários terminais estaduais, incluindo aqueles em Araraquara, Bauru, Bragança Paulista, e Ribeirão Preto, foram impactados pela paralisação, resultando em uma série de atrasos e cancelamentos em escala mais ampla.
As concessionárias responsáveis pela operação dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos informaram que já estavam trabalhando para normalizar a situação, embora os efeitos da interrupção ainda fossem sentidos na manhã seguinte, com os passageiros lidando com a instabilidade nos voos programados. A situação gera preocupação, especialmente em um momento em que o setor aéreo ainda busca se recuperar dos impactos causados pela pandemia de COVID-19.
Este incidente destaca a fragilidade da infraestrutura de controle do tráfego aéreo e a importância de protocolos de segurança rigorosos para garantir a segurança de todos os envolvidos. A evacuação do Decea, embora necessária, provocou uma cadeia de problemas operacionais que afetou milhares de passageiros e a logística aérea em uma das regiões mais movimentadas do Brasil.
O episódio ressalta ainda a necessidade de investimentos em tecnologia e manutenção das instalações que garantem a segurança e a eficiência do tráfego aéreo. Enquanto os aeroportos buscam retomar a normalidade, a confiança do público nas operações aéreas será fundamental para a recuperação do setor na sequência de crises inesperadas como esta.
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