Queda drástica no turismo em Cuba no início de 2026

Turismo despenca em Cuba no primeiro trimestre de 2026

A situação do turismo em Cuba enfrentou um colapso significativo no primeiro trimestre de 2023, resultado de um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos e da suspensão de voos internacionais. Durante os meses de janeiro a março, a ilha recebeu apenas 298.057 turistas estrangeiros, representando uma queda de 48% em comparação ao mesmo período de 2025, conforme dados do Escritório Nacional de Estatística e Informação. A situação se agravou em março, quando apenas 35.561 visitantes chegaram a Cuba, um dos números mais baixos registrados nos últimos anos. Essa retração impacta de forma severa a economia cubana, uma vez que o turismo é a segunda maior fonte de receitas em divisas do país e empregava mais de 300 mil pessoas em uma população de 9,6 milhões.

Todos os principais mercados emissores de turistas para Cuba foram afetados. O Canadá, que tradicionalmente lidera o envio de visitantes, registrou 124.794 turistas no trimestre, uma redução de 54,2% em relação ao ano anterior. As chegadas da Rússia diminuíram 37,5%, enquanto a comunidade cubana no exterior, especialmente nos Estados Unidos, viu uma queda de 42,8%. Essa deterioração do setor turístico é um fenômeno prolongado, já que entre 2019 e 2025, as receitas turísticas da ilha caíram cerca de 70%. Essa queda é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo o impacto inicial do degelo diplomático com os EUA, a pandemia de covid-19 e o reforço das sanções americanas.

Antes da imposição do bloqueio energético em janeiro de 2023, que resultou em Cuba recebendo apenas um carregamento de combustível russo, o turismo já estava em declínio, com uma queda de 17,8% observada. As chegadas de turistas do Canadá, por exemplo, caíram 12,4% em 2025, enquanto as de cubanos no exterior diminuíram 22,6%. As chegadas da Rússia e da Alemanha também apresentaram quedas significativas de 29% e 50,5%, respectivamente.

Após o anúncio da escassez de combustível para a aviação em fevereiro, companhias aéreas canadenses, russas e europeias suspenderam temporariamente seus voos para Cuba, sem previsão de retorno. Essa situação contrasta com outros destinos caribenhos, que conseguiram se recuperar mais rapidamente do impacto da pandemia. O turismo cubano, por sua vez, não conseguiu retomar seu crescimento, em parte devido à pressão contínua das políticas americanas durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021).

Além do turismo, o bloqueio energético teve repercussões negativas em outros setores cruciais para a economia cubana, como a exportação de serviços médicos, níquel e tabaco. A interdependência do turismo com outros segmentos da economia torna a situação ainda mais crítica, evidenciando a necessidade de políticas que possam mitigar os impactos do bloqueio e promover a recuperação econômica da ilha. A combinação de fatores internos e externos continua a desafiar a resiliência da economia cubana, enquanto o turismo permanece em um estado vulnerável.

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