Governo dos EUA se opõe a resgates para companhias aéreas de baixo custo em meio a crise de combustível
O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, declarou neste sábado que não vê necessidade de um resgate financeiro para as companhias aéreas de baixo custo, em resposta ao aumento dos preços do combustível de aviação. Durante uma coletiva de imprensa no aeroporto de Newark, Duffy enfatizou que, atualmente, essas empresas têm acesso a recursos financeiros e, se necessário, podem recorrer ao governo como um "credor de última instância".
A declaração de Duffy surge após a recente falência da Spirit Airlines, que gerou preocupações sobre a estabilidade das companhias aéreas de baixo custo. Ele destacou que algumas empresas estão enxergando a situação como uma oportunidade para buscar financiamento, não necessariamente por necessidade, mas por chance de lucrar.
Na última segunda-feira, um grupo de companhias aéreas de baixo custo, incluindo Frontier e Avelo, anunciou a proposta de um pacote de ajuda do governo no valor de US$ 2,5 bilhões. Essa assistência seria destinada a cobrir os altos custos do combustível, em meio a um aumento significativo nos preços, que quase dobrou os gastos com aviação devido a tensões geopolíticas, incluindo a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
Além do apoio financeiro, as empresas solicitaram ao Congresso a suspensão do imposto federal de 7,5% sobre passagens aéreas e do imposto de US$ 5,30 por trecho. A isenção dessas taxas poderia compensar cerca de um terço do aumento no custo do combustível.
Na semana passada, executivos de várias companhias aéreas de baixo custo se reuniram com Duffy e o chefe da Administração Federal de Aviação, Bryan Bedford, para discutir a proposta. O valor de US$ 2,5 bilhões foi calculado com base nas expectativas de gastos com combustível em comparação às previsões anteriores.
No entanto, a Airlines for America, que representa as principais companhias aéreas dos EUA, se manifestou contra a ideia de resgates. Segundo a associação, a intervenção do governo em favor das empresas de baixo custo prejudicaria aquelas que já tomaram medidas para lidar com o aumento dos custos, criando uma competição desigual. A entidade ressaltou que, no longo prazo, manter operando empresas que não conseguem cobrir seus custos pode afetar negativamente a concorrência e, consequentemente, os consumidores.
Com a situação das companhias aéreas de baixo custo se tornando cada vez mais crítica, o debate sobre a necessidade de intervenção governamental promete continuar nos próximos dias.
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