Figueiredo abdica de audiência sobre taxas nos Estados Unidos

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Na manhã dessa segunda-feira (6), o empresário e influenciador Paulo Figueiredo decidiu não participar do Comitê da Seção 301 do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro está agendado para terça-feira e, em sua declaração, Figueiredo ressaltou que essa escolha visa dar mais espaço ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu aliado político. Em uma postagem no X, ele expressou confiança de que Flávio será um excelente representante no evento.

Figueiredo optou por enviar uma contribuição escrita, onde abordará a necessidade de os Estados Unidos reavaliarem a aplicação da Lei Magnitsky a "alvos específicos". Ele se referiu a informações contidas em um discurso que teve acesso a Gazeta do Povo. A investigação do USTR examina várias questões relacionadas ao Brasil, incluindo comércio digital, proteção da propriedade intelectual, produção de etanol, desmatamento ilegal e combate à corrupção.

Residente nos Estados Unidos, Figueiredo já enfrentou sanções e processos judiciais no Brasil, especialmente por parte do ministro Alexandre de Moraes. Em sua argumentação, ele defenderá que taxas gerais seriam um “erro estratégico”, prejudicando os alvos corretos. Ele sugerirá que o governo americano restabeleça as sanções contra Moraes e sua esposa, Viviane Barci, além do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Figueiredo acredita que a aplicação da Lei Magnitsky seria uma medida mais eficaz do que a imposição de tarifas de 25%, que, segundo ele, poderiam servir mais como ferramenta política para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele observa que essa tarifa penalizaria os exportadores brasileiros e os cidadãos americanos, enquanto os responsáveis pelas ordens de censura ficariam isentos das consequências.

Defesa de Flávio Bolsonaro

Por sua vez, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, se prepara para defender as empresas brasileiras em Washington, durante a audiência marcada para amanhã (7). Ele terá cinco minutos para apresentar seus argumentos, sendo o primeiro a falar no painel 8, que contará também com a presença de Roberto Azevêdo, da Confederação Nacional da Indústria, e Letícia Sperb Masselli, da Abicalçados. A sessão é a fase final da investigação comercial que o governo americano está conduzindo antes de uma decisão prevista para 15 de julho.

Flávio se posicionou contra críticas que tentam desmerecer sua participação, afirmando que está lá para defender os interesses do Brasil, mesmo não ocupando a presidência. Ele enfatizou que as ações do governo Lula podem ter provocado as sobretaxas americanas, devido a uma postura ideológica que se opõe aos Estados Unidos.

Compromisso com o Brasil

Aliados de Flávio definem sua presença no evento como um ato de “patriotismo” e um esforço para proteger as empresas brasileiras. O senador destacou a importância do sistema de pagamentos Pix, criado durante a gestão de Jair Bolsonaro, e sua relevância para a inclusão financeira de milhões de brasileiros. Flávio também expressou preocupação com as sobretaxas, sugerindo que a estratégia do governo Lula pode estar intencionalmente alinhada a um cenário que favorece tais punições.

Em suma, a decisão de Paulo Figueiredo de não comparecer ao comitê e a defesa de Flávio Bolsonaro em Washington refletem um momento crítico nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com implicações que podem afetar diversos setores econômicos.

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/figueiredo-desiste-de-participar-de-audiencia-que-trata-de-sobretaxas-nos-eua/

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