Brasil usa Lei de Reciprocidade contra tarifas de Trump e critica relação com os EUA

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Governo Brasileiro Responde a Tarifas dos EUA com Ações na OMC e Lei de Reciprocidade

O governo do Brasil manifestou forte oposição à recente decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em um comunicado oficial divulgado na madrugada desta quinta-feira (16), o Planalto classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e anunciou que acionará de imediato os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica.

A nota destaca que a imposição unilateral de tarifas não tem justificativa e informa que o Brasil buscará resolver a questão através do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo o governo, essas ações visam defender a soberania nacional e mitigar os impactos econômicos sobre os setores afetados.

Na visão do governo, a decisão dos EUA representa um agravamento nas relações diplomáticas entre os dois países. “O dia 15 de julho de 2026 será lembrado como um marco lastimável nas relações entre Brasil e EUA”, enfatiza o comunicado, que também refuta as alegações de práticas desleais de comércio apresentadas pelo governo americano.

O Brasil ressalta que, nos últimos 15 anos, os EUA tiveram um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil, e que a maior parte das importações americanas entrou no país sem tarifas. Além disso, o governo argumenta que as acusações relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, e à regulação de plataformas digitais são infundadas.

Em relação à política ambiental, o comunicado defende que o Brasil tem combatido de forma eficaz os ilícitos ambientais e reduzido o desmatamento. A nota também menciona que, durante uma consulta pública promovida pelo USTR, a maioria das intervenções foi contrária à imposição das tarifas.

Além de contestar a decisão dos EUA, o governo anunciou que irá buscar novos mercados para os produtos brasileiros e manterá ações de proteção aos setores afetados, conforme o Plano Brasil Soberano.

Por fim, o governo atribui a escalada da crise comercial à atuação da família Bolsonaro, descrevendo-a como uma colaboração negativa que contribuiu para a atual situação. A nota finaliza afirmando que proteger a soberania nacional é uma obrigação que transcende partidos e tendências políticas.

Com essa resposta, o governo brasileiro reafirma seu compromisso em defender os interesses nacionais e buscar soluções eficazes diante de desafios comerciais internacionais.

Fonte: Link original

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