STF Conclui Primeiro Julgamento de Réus pelo Assassinato de Marielle Franco: Decisões e Impactos na Justiça Brasileira

STF Conclui Primeiro Julgamento de Réus pelo Assassinato de Marielle Franco: Decisões e Impactos na Justiça Brasileira

STF Inicia Julgamento dos Réus pelo Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Rio de Janeiro – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta terça-feira (24), ao julgamento de cinco indivíduos acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em 2018. A sessão foi marcada pela leitura da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos réus.

O julgamento será retomado nesta quarta-feira (25), às 9h, quando os ministros do STF votarão pela condenação ou absolvição dos acusados. Os réus são: Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e irmão de Domingos; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio; Ronald Alves de Paula, major da Polícia Militar; e Robson Calixto, ex-policial militar e assessor de Domingos. Todos os réus se encontram em prisão preventiva.

De acordo com a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, que admitiu ter disparado contra Marielle, Brazão e Barbosa teriam sido os mandantes do crime. A investigação da Polícia Federal (PF) indica que o assassinato está ligado à oposição da vereadora aos interesses do grupo político dos irmãos Brazão, que mantêm conexões com questões fundiárias em áreas dominadas por milícias.

Defesas Apresentam Argumentos

O advogado Felipe Dalleprane, defensor de Rivaldo Barbosa, refutou as acusações, afirmando que não há provas de corrupção ou ingerência política relacionadas à sua nomeação para a chefia da Polícia Civil. “Não há corrupção comprovada, não há ingerência confirmada, não há vantagem ilícita”, declarou.

Cleber Lopes, advogado de Chiquinho Brazão, descreveu a delação de Ronnie Lessa como uma “criação mental”, enfatizando que a PGR não conseguiu validar as alegações do ex-policial. “A delação é mentirosa e não foi corroborada”, afirmou.

Igor de Carvalho, defensor de Ronald Alves, negou que seu cliente estivesse envolvido no monitoramento da rotina de Marielle, questionando como Ronald poderia participar de um crime ao lado de alguém com quem tinha inimizade.

Roberto Brzezinski, advogado de Domingos Brazão, classifica as acusações como “tenebrosas” e pediu que a procuradoria apresentasse evidências concretas de que os irmãos Brazão estavam envolvidos em atividades ilícitas relacionadas à pauta fundiária.

Gabriel Habib, defensor de Robson Calixto, argumentou que ser assessor de Domingos não é indicativo de participação em atividades criminosas, destacando a falta de provas que liguem seu cliente a uma organização criminosa.

Acusações e Demandas por Justiça

Durante a sessão, a Procuradoria-Geral da República sustentou a condenação dos réus, apresentando evidências robustas que, segundo eles, comprovam a participação dos acusados no assassinato.

Familiares de Marielle e Anderson acompanharam o julgamento, clamando por justiça em um caso que continua a chocar a sociedade brasileira. O desfecho deste processo é aguardado com expectativa, dada a relevância do caso para a luta contra a impunidade e a violência política no país.

Fonte: Link original

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