Tiroteios e bloqueios na Avenida Brasil durante operação no RJ

Tiroteios e bloqueios na Avenida Brasil durante operação no RJ

PMRJ Inicia Segunda Fase da Ocupação no Complexo de Israel em Meio a Conflitos e Interdições

Na madrugada desta segunda-feira (24), a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) deu início à segunda fase da operação no Complexo de Israel, localizado na Zona Norte da cidade. A ação ocorre em um clima tenso, marcado por confrontos e bloqueios que impactaram o trânsito na Avenida Brasil.

Durante a manhã, criminosos atearam fogo em caminhões e obstruíram os dois sentidos da via principal. Em resposta, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi destacado para as áreas de Vigário Geral e Parada de Lucas, onde intensos tiroteios foram registrados. Por volta das 2h30, a PM decidiu fechar preventivamente não apenas a Avenida Brasil, mas também a Linha Vermelha e a Rodovia Washington Luís, resultando em interrupções no tráfego por cerca de 30 minutos.

Perto das 9h40, armados abordaram motoristas de dois caminhões em Coelho Neto, obrigando-os a atravessar os veículos na pista e, em seguida, incendiá-los. Outros dois caminhões foram atacados nas proximidades de Vigário Geral. Às 11h45, o trânsito foi parcialmente liberado, embora ainda apresentasse retenções. A polícia confirmou a prisão de quatro suspeitos e a apreensão de dois fuzis e uma granada. Até o momento, não há relatos de feridos.

O Complexo de Israel, que abrange as comunidades de Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral, é considerado uma área de atuação do Terceiro Comando Puro (TCP), que disputa território com o Comando Vermelho (CV). Além dessas, fazem parte do complexo as localidades de Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-pau.

Impactos na Região

A Secretaria Municipal de Educação informou que oito escolas foram afetadas pelas operações, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde relatou a suspensão das atividades em duas unidades de atenção primária, que estavam avaliando a possibilidade de reabertura nas próximas horas. Outras três unidades mantiveram o atendimento, mas suspenderam as visitas domiciliares. O transporte público também sentiu os efeitos, com a alteração de itinerários em 20 linhas de ônibus, conforme indicado pelo Rio Ônibus.

Histórico da Operação

A primeira fase da ocupação teve início na sexta-feira (21), abrangendo as áreas de Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Na ocasião, a Avenida Brasil também foi fechada como medida preventiva. Durante a ação, a PM encontrou barricadas e veículos com explosivos nas comunidades, que poderiam ser detonados com a aproximação das forças de segurança, mas não foram acionados.

Após o primeiro dia de operações, a PM declarou que a ocupação no Complexo de Israel seria mantida por tempo indeterminado, com a Cidade Alta e seu entorno considerados “estabilizados”. A operação visa combater as disputas territoriais entre TCP e CV, além de enfrentar práticas de perseguição e intolerância religiosa, principalmente contra minorias, buscando garantir a liberdade religiosa e a segurança da população.

A situação no Complexo de Israel continua a ser monitorada, enquanto as autoridades tentam restabelecer a ordem na região.

Fonte: Link original

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