Empresário da Pixbet é preso pela PF na Paraíba

Empresário da Pixbet é preso pela PF na Paraíba

Empresário da Pixbet é Preso em Operação da Polícia Federal na Paraíba

Na manhã desta quinta-feira, 17 de outubro, Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da casa de apostas Pixbet, foi detido na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga crimes relacionados à evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outras infrações contra a ordem tributária.

Além da prisão de Dantas de Farias, a ação policial incluiu cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, em Campina Grande e na capital paraibana, João Pessoa. A equipe de jornalistas tentou contatar o diretor jurídico da Pixbet, que representa o empresário, mas não obteve resposta.

A Operação Arena investiga um esquema complexo de aquisição de criptoativos e remessas entre empresas brasileiras e estrangeiras, que teria sido utilizado pela Pixbet para ocultar patrimônio e sonegar tributos. De acordo com as apurações, a empresa teria utilizado esse esquema para lavar dinheiro proveniente de apostas e regularizar sua situação financeira.

Em fases anteriores da operação, 17 mandados de busca foram cumpridos em diversas cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Segundo a Receita Federal, empresas registradas fora do Brasil recebiam valores elevados sem justificativa econômica, enquanto suas operações eram geridas no Brasil. Esse arranjo tinha como objetivo disfarçar a origem dos recursos.

Os apostadores enviavam dinheiro à Pixbet por meio de instituições financeiras, que era, então, transferido para empresas de fachada. Esses valores eram usados para adquirir stablecoins, criptomoedas atreladas ao dólar, que eram posteriormente convertidas em dólares em casas de câmbio e enviadas a contas em paraísos fiscais. Após esse ciclo, o dinheiro retornava à casa de apostas.

As investigações indicam que as stablecoins eram direcionadas a contas do grupo empresarial e os valores retornavam como pagamento de dividendos. Esse saldo no exterior também alimentava as operações da casa de apostas. De acordo com a Receita Federal, os recursos reenviados foram utilizados para adquirir bens de luxo e cobrir taxas de regularização exigidas pelo governo federal, que começaram a valer no ano passado.

A operação também investiga possíveis omissões de rendimentos e a utilização de estruturas empresariais para a sonegação de tributos. Com informações obtidas por meio da lei de acesso à informação, foi revelado que Dantas de Farias está vinculado a duas licenças, cada uma custando R$ 30 milhões, além de exigir um depósito de segurança de R$ 5 milhões.

A situação é um alerta sobre a necessidade de rigor na fiscalização das operações financeiras, especialmente em setores de alto risco, como o de apostas online.

Fonte: Link original

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