Menina de 10 anos é resgatada após sinalizar policial em Praia Grande
Uma menina de apenas 10 anos, desaparecida desde setembro, foi resgatada em Praia Grande, litoral de São Paulo, após piscar para um policial militar. O pai, de 37 anos, mantinha a criança em cárcere privado e foi detido ao tentar fugir da abordagem policial.
O resgate ocorreu na madrugada de quarta-feira (7) no bairro Guilhermina. A mãe da menina, em entrevista à TV Tribuna, destacou o papel crucial do policial, que descreveu como um “herói” por ter percebido a situação de risco. “Ele foi um anjo na minha vida […]. Eu tenho muito pelo que agradecer. Ele me devolveu a vida, de verdade. Eu estava acabada, não comia, não dormia”, relatou.
A ação dos policiais foi motivada pela suspeita gerada ao ver pai e filha caminhando sob uma forte chuva, de mãos dadas. Segundo o tenente Thiago Marinho Rodrigues, as roupas da criança e a falta de estabelecimentos abertos no horário levantaram a atenção da equipe. Durante a abordagem, as contradições nos relatos do homem e da menina foram evidentes.
Tentativa de fuga e prisão do suspeito
Enquanto os policiais investigavam a situação, o pai tentou escapar, iniciando uma perseguição que resultou em sua captura. Após ser detido, a menina revelou que havia sido levada à força e que a mãe havia denunciado o sequestro. A consulta ao sistema policial confirmou a existência de um mandado de prisão contra o homem.
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. A criança estava em posse de um celular que havia sido roubado da mãe no dia do sequestro. Esse aparelho foi fundamental para que a polícia localizasse e contatasse a mulher.
Reencontro emocionante
Após o resgate, o policial fez contato com a mãe, que inicialmente pensou se tratar de um trote. A confirmação veio através de uma chamada de vídeo com a filha, um momento que trouxe alívio e alegria. A menina foi encaminhada para atendimento médico e recebeu apoio do Conselho Tutelar, que esteve presente no reencontro.
Histórico de abuso e sequestro
O sequestro aconteceu em 20 de setembro, quando o pai abordou a ex-companheira com uma arma e a ameaçou enquanto estava com a filha. Após ser dopada e agredida, a mulher ficou sem notícias por 12 dias até que o homem começou a ligar pedindo dinheiro. Ele ainda ameaçava a criança caso ela contasse sobre o sequestro.
Atualmente, a Polícia Militar orienta que, em casos de violência, as vítimas devem buscar ajuda. O telefone 180 é a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas, e as denúncias também podem ser feitas pelo WhatsApp (61) 99656-5008 ou pelo Disque 100, dedicado a violações de direitos humanos. Além disso, a Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas urgentes para garantir a segurança das vítimas.
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