Cenário Favorável para Fundos Imobiliários de Tijolo: Oportunidade para Investidores
A recente queda nas taxas de juros pode representar uma oportunidade significativa para investidores em fundos imobiliários de tijolo. O professor Mira, analista certificado CNPI, compartilhou sua visão sobre o tema durante o programa Liga de FIIs, do InfoMoney. Ele sugere que esse contexto pode levar a uma valorização das cotas, permitindo que os investidores considerem aumentar sua exposição a esses ativos.
Mira destaca que, embora os fundos de papel desempenhem um papel crucial na geração de renda e diversificação de carteiras, não existe uma solução única que atenda a todos. Como ponto de partida, ele recomenda uma divisão equilibrada: 50% em fundos de tijolo e 50% em fundos de papel. Essa proporção pode ser ajustada conforme o perfil do investidor e as condições econômicas.
O analista explica que o comportamento dos fundos de tijolo e papel é distinto em relação aos ciclos de juros e inflação. Durante períodos de alta da Selic, os fundos de recebíveis tendem a se beneficiar, enquanto os de tijolo enfrentam desafios devido ao aumento na taxa de desconto. No entanto, quando os juros caem, a situação se inverte, favorecendo a valorização dos imóveis e das cotas dos fundos físicos.
Postura Tática e Expectativas Positivas
Atualmente, Mira sugere uma abordagem mais tática para os investidores. Ele acredita que os fundos de tijolo têm um futuro promissor, especialmente com a expectativa de juros mais baixos nos próximos anos. "É viável ter entre 60% e 70% em tijolo, considerando as previsões positivas para este segmento", afirma.
Além disso, ele menciona que FOFs (fundos de fundos), hedge funds e fundos multiestratégia podem ser alternativas para aqueles que buscam maiores retornos, embora com um risco elevado. Esses veículos tendem a apresentar oscilações mais acentuadas, tanto em períodos de queda quanto de recuperação do mercado.
Estratégia de Diversificação Simples
Para investidores que preferem uma gestão mais simples, Mira propõe uma estrutura de diversificação em quatro classes: logística, lajes corporativas, renda urbana e shopping centers, além de fundos de recebíveis. A ideia é alocar 25% do capital em cada uma dessas categorias, escolhendo três fundos de cada segmento, resultando em uma carteira de aproximadamente 12 ativos.
A recomendação é iniciar a seleção pelos maiores fundos de cada classe, pois estes geralmente oferecem maior diversificação e atraem mais investidores. "Escolha os quatro ou cinco maiores de cada classe para análise e, em seguida, selecione três", orienta Mira.
Embora essa estratégia não garanta o maior retorno possível, ela serve como um caminho seguro para investidores iniciantes, ajudando a minimizar riscos.
Para mais informações e análises detalhadas sobre fundos imobiliários, assista ao programa Liga de FIIs, que vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no YouTube. Todas as edições anteriores também estão disponíveis para visualização.
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