Brasil registra 1.510 cientistas influentes em 2025, recorde histórico

Brasil registra 1.510 cientistas influentes em 2025, recorde histórico

Brasil Destaca-se com 1.510 Cientistas Entre os Mais Influentes do Mundo

Um estudo recente revelou que 1.510 cientistas brasileiros estão entre os mais influentes globalmente. O levantamento, publicado no dia 7 de outubro, foi conduzido pelo renomado pesquisador John Ioannidis, da Universidade de Stanford, em parceria com a Elsevier, conhecida por suas revistas científicas de prestígio como Lancet e Cell.

Esse número representa um aumento de 3,4% em relação a 2025, quando 1.461 cientistas do Brasil estavam na lista. O crescimento contínuo nos últimos anos é um sinal positivo para a ciência brasileira. Entre os destaques do país estão figuras como Carlos Augusto Monteiro, da USP, e Constantino Tsallis, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, além de outros renomados pesquisadores de diversas áreas.

O estudo classifica os 100 mil cientistas mais citados do mundo, ou aqueles que estão entre os 2% mais bem posicionados em suas respectivas subáreas. Apesar do crescimento no número de cientistas, a posição do Brasil no ranking global permaneceu em 24ª lugar. Os Estados Unidos lideram a lista com 73.638 cientistas, seguidos pela China e Reino Unido.

Ioannidis utiliza um índice chamado c-score para ranquear os cientistas, que considera o número de citações como autor único, primeiro ou último autor. Os dados são extraídos da Scopus, a maior base de dados de literatura científica revisada por pares, abrangendo artigos publicados até o final de 2025.

Na edição deste ano, o levantamento incluiu representantes de 259 instituições brasileiras, com a USP liderando com 282 cientistas. A Unicamp, Unesp, UFMG e UFRJ também figuram entre as principais instituições. Segundo Olival Freire Jr., presidente do CNPq, o aumento na presença de cientistas brasileiros está alinhado com a recuperação da produção científica nacional após a pandemia.

Freire Jr. destaca a importância de analisar essas listas com cautela, pois existem outras métricas de impacto científico além das citações, como a formação de pesquisadores e a formulação de políticas públicas. Para Ioannidis, o crescimento do Brasil no cenário científico é notável, mas a estagnação no investimento em pesquisa e inovação pode ter limitado um avanço ainda maior.

O futuro da ciência no Brasil dependerá de um aumento contínuo no financiamento e no apoio à pesquisa, para que o país possa consolidar sua posição de destaque no cenário científico global.

Fonte: Link original

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