Ibama Impõe R$ 2 Milhões em Multas por Queimadas Ilegais na Amazônia
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) intensificou suas operações na Amazônia, aplicando R$ 2 milhões em multas devido a incêndios florestais ilegais que afetaram a qualidade do ar em Manaus (AM) nas últimas semanas. As ações recentes resultaram na autuação de 19 infratores e no embargo de 250 hectares de área devastada.
As penalidades foram registradas principalmente nas cidades de Autazes e Carreiro da Várzea, que estão situadas na região metropolitana da capital amazonense. De acordo com Jair Schmitt, presidente do Ibama, as investigações revelam que a maioria dos incêndios é de origem criminosa e sem autorização de qualquer órgão competente. “Nossas equipes estão analisando as áreas queimadas para identificar os responsáveis. Em vários casos, o fogo se espalhou, invadindo propriedades públicas e privadas”, afirmou Schmitt.
A operação do Ibama deve continuar nos próximos dias, em colaboração com órgãos federais e estaduais, visando prevenir novos focos de incêndio. A origem dos incêndios é considerada, em grande parte, intencional, e a Polícia Federal está investigando possíveis motivações políticas por trás das queimadas.
Neste ano, o estado do Amazonas registrou 8.177 focos de incêndio, o que representa um aumento alarmante de 111% em comparação ao mesmo período de 2022, embora ainda esteja 49% abaixo da média histórica, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No total, a Amazônia contabiliza até agora 40.633 focos de incêndio em 2023, um aumento de 62% em relação ao ano anterior, mas 47% abaixo da média histórica.
No último domingo, o Ministério Público Federal solicitou a criação de uma "sala de situação interfederativa em Manaus" e uma força-tarefa para lidar com a crise. Em uma reunião realizada no sábado, especialistas concordaram que a maioria dos incêndios têm características criminosas, frequentemente ligadas à atividade pecuária, embora outras motivações possam existir, inclusive políticas.
Além disso, a Polícia Militar do Amazonas prendeu 11 pessoas sob suspeita de envolvimento nas queimadas. Uma comitiva do governo federal visitou a região, composta por ministros de diversas pastas, com a expectativa de aumentar o contingente de brigadistas para 400 e contar com 16 aeronaves para combater os incêndios, que têm dificultado as operações de combate.
A situação continua crítica, e as ações de fiscalização e combate às queimadas são essenciais para proteger a floresta amazônica e a saúde da população local.
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