Polícia Militar Rodoviária Atropela Motociclista Durante Comemorações em Florianópolis
Na noite deste domingo (25), um incidente grave ocorreu em Florianópolis, Santa Catarina, quando uma viatura da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) atropelou um motociclista no bairro Ingleses. O jovem, que participava das celebrações pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou gravemente ferido.
O motociclista sofreu fraturas na perna, no pulso e no rosto e, atualmente, está internado no Hospital Governador Celso Ramos, sob custódia policial. De acordo com a unidade de saúde, ele não pode receber visitas familiares. O atropelamento aconteceu em meio a um grupo de pessoas que estava comemorando a vitória de Lula no segundo turno das eleições.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram a viatura da PM atravessando o canteiro central e invadindo a contramão antes de colidir com o motociclista. A PMRv informou que a viatura estava em resposta a uma ocorrência de trânsito na região do Rio Vermelho e que os policiais tentavam conter motociclistas realizando manobras perigosas na SC-403.
O boletim médico indica que o jovem deu entrada no hospital às 1h20 desta segunda-feira (26), acompanhado por policiais. Ele passou por exames e foi avaliado para uma cirurgia, permanecendo clinicamente estável. A direção do hospital relatou que não foi possível localizar familiares na hora da internação.
A advogada do motociclista, Sandra Annueck, afirmou que ainda não teve acesso direto ao cliente e que está tentando obter autorização das autoridades para isso. Ela também mencionou que a audiência de custódia, que irá avaliar a legalidade da prisão do jovem, deve ocorrer apenas após sua alta hospitalar.
Testemunhas do atropelamento levantaram preocupações sobre a possível omissão de socorro por parte da equipe policial, uma vez que, segundo relatos, o atendimento de emergência foi solicitado apenas cerca de 14 minutos após a colisão.
O vereador Leonel Camasão (PSOL), que está acompanhando o caso, criticou a forma como a polícia tem tratado o jovem, comparando sua situação à de um presidiário. Ele anunciou que está preparando uma representação ao Ministério Público de Santa Catarina para investigar as circunstâncias do atropelamento e a abordagem policial.
Camasão questionou se a conduta dos policiais foi influenciada pelo clima político da comemoração e enfatizou que, independentemente do comportamento do motociclista, o atropelamento não pode ser considerado uma abordagem normal.
A Polícia Militar de Santa Catarina se comprometeu a investigar o incidente através de sua Corregedoria, destacando a importância da transparência nas ações policiais.
O caso segue em apuração, enquanto a comunidade aguarda esclarecimentos sobre o ocorrido e a responsabilidade dos envolvidos.
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