MP de SP solicita pena contra Renato Cariani por tráfico e lavagem

MP de SP solicita pena contra Renato Cariani por tráfico e lavagem

Ministério Público de São Paulo Solicita Condenação de Influenciador por Tráfico de Drogas e Lavagem de Dinheiro

O Ministério Público de São Paulo moveu ação judicial contra o influenciador e empresário Renato Cariani, de 50 anos, acusando-o de envolvimento em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que Cariani teria desviado produtos químicos utilizados na fabricação de cocaína e crack entre os anos de 2016 e 2020.

A defesa de Cariani, representada pelos advogados Aldo Romani Netto e José Eduardo Martins Cardozo, informou que o processo está atualmente na fase de alegações finais. Em nota, os defensores afirmaram que responderão a todas as acusações apresentadas, buscando provar a improcedência das mesmas. A decisão do juiz responsável pelo caso deve ocorrer em breve, embora ainda não haja um prazo definido para isso.

Além de Cariani, a Promotoria também requer a condenação de Roseli Dorth, sócia do influenciador na Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., localizada em Diadema. Outro nome mencionado é o de Fábio Spinola Mota, suposto intermediário e associado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Mota foi preso no início de 2023 durante a operação Downfall da Polícia Federal, que desmantelou um esquema de tráfico internacional e interestadual de drogas.

A defesa de Mota, representada pela advogada Paula Minichillo, declarou que seu cliente é inocente e que durante a instrução criminal foram apresentadas provas que contradizem as alegações do Ministério Público.

A investigação da Polícia Federal indica que a Anidrol estaria envolvida no desvio de produtos químicos, utilizando notas fiscais falsas e contas em nome de laranjas para encobrir a operação. Aproximadamente 12 toneladas de substâncias como acetona, éter etílico e ácido clorídrico teriam sido desviadas, todas utilizadas para a transformação da pasta base de cocaína em pó ou pedras.

A apuração teve início após a Receita Federal identificar um depósito de R$ 212 mil, supostamente realizado pela biofarmacêutica AstraZeneca. A empresa negou qualquer envolvimento e movimentação financeira relacionada à Anidrol. Durante as investigações, foram encontrados registros de troca de mensagens entre Cariani e um suposto funcionário da AstraZeneca, mas análises indicaram que Mota pode ter criado um domínio de internet e um e-mail falsos para dar suporte à operação.

Estima-se que o esquema de desvio de produtos possa ter gerado lucros superiores a R$ 6 milhões ao grupo envolvido. As investigações seguem em andamento, e o desfecho do caso promete trazer novos desdobramentos.

Fonte: Link original

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