Desembargador de Minas Gerais é Afastado Após Caso de Estupro Envolvendo Menina de 12 Anos
Minas Gerais – A situação envolvendo o desembargador Magid Nauef Láuar tomou novos rumos nesta sexta-feira (27), quando ele foi afastado de suas funções na 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A decisão foi tomada pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) em meio a uma investigação sobre abuso sexual.
Magid se tornou alvo de atenção pública após ter votado a favor da absolvição de um homem de 35 anos, acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos. A Justiça, por sua vez, decidiu acolher os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público, restabelecendo a condenação do réu e emitindo mandados de prisão tanto contra ele quanto contra a mãe da menor, que é acusada de conivência com o crime.
A denúncia contra Magid foi feita por seu primo, Saulo Láuar, que revelou ter sido vítima de tentativas de abuso sexual por parte do desembargador quando tinha apenas 14 anos. Em declarações emocionadas, Saulo relatou como a recente absolvição do réu reabriu feridas do passado, trazendo à tona sentimentos de indignação e dor. “Infelizmente, estou sem dormir desde a notícia dessa absolvição. Reviver essa dor guardada por tantos anos é extremamente difícil”, afirmou.
O caso ganhou notoriedade quando a 9ª Câmara Criminal decidiu que havia um vínculo afetivo consensual entre o réu e a vítima, levando à anulação da condenação em primeira instância. A alegação de que a adolescente teria tido relações sexuais anteriores com outros homens também foi utilizada na defesa.
Esse episódio levanta questões importantes sobre a proteção de menores e a responsabilidade das autoridades judiciais em casos de abuso sexual. A sociedade aguarda ansiosamente por desdobramentos, enquanto as investigações prosseguem.
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