Ativista Brasileiro é Detido em Ação da Marinha de Israel: Chancelarias de Brasil e Espanha Reagem
No último sábado (2), a chancelaria de Israel confirmou que o ativista brasileiro Thiago Ávila será interrogado pelas autoridades do país. Ávila foi detido em águas internacionais na quinta-feira (30), enquanto se dirigia à Faixa de Gaza, junto ao ativista espanhol-palestino Saif Abu Keshek. Ambos estavam a bordo da Flotilha Global Sumud, que conta com mais de 50 embarcações em uma iniciativa de solidariedade ao povo palestino.
As autoridades israelenses acusam os ativistas de estarem ligados à Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, uma organização que, segundo os Estados Unidos e Israel, tem vínculos com o Hamas. A missão da flotilha visa romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza. Thiago Ávila já havia participado anteriormente de outra flotilha em apoio a Cuba, que também enfrenta um embargo de longa data por parte dos Estados Unidos.
A chancelaria israelense informou que os dois ativistas receberão visitas de representantes consulares de seus países. Na operação de interceptação realizada na quinta-feira, mais de 20 embarcações foram abordadas, totalizando 175 ativistas de diversas nacionalidades. De acordo com os organizadores, 211 pessoas foram "sequestradas" durante a ação. Os demais ativistas, exceto Ávila e Abu Keshek, foram levados pela guarda-costeira grega à ilha de Creta, de onde estão sendo repatriados.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram alguns ativistas com sinais de agressão, especialmente no rosto. Em um relato, um participante destacou que a violência ocorreu ao tentarem impedir a detenção de dois integrantes da flotilha.
Em uma manifestação conjunta, Brasil e Espanha expressaram seu descontentamento com a detenção. Ambos os países solicitaram a visita imediata de representantes consulares em Israel para garantir assistência e proteção, além de pedirem a devolução dos ativistas aos seus países. O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, classificou a detenção como "ilegal" e exigiu a libertação imediata de Abu Keshek.
O presidente da Espanha também se manifestou nas redes sociais, afirmando que seu país "sempre protegerá seus cidadãos" e que cobrará a liberdade do ativista espanhol detido. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, qualificou a ação como um "crime internacional".
O caso destaca as tensões em torno da situação na Faixa de Gaza e a complexidade das relações internacionais, especialmente no que diz respeito a ativistas e movimentos de solidariedade.
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