Na madrugada de 30 de novembro de 2023, mais de 20 embarcações da Flotilha Sumud, que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza, foram interceptadas por Israel na costa da Grécia. A operação resultou na prisão de centenas de ativistas de diferentes nacionalidades, incluindo sete brasileiros, e ocorreu em águas internacionais, onde os organizadores denunciaram que embarcações militares israelenses cercaram a frota “ilegalmente”. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que aproximadamente 175 ativistas de mais de 20 barcos estavam sendo levados pacificamente em direção a Israel.
A Flotilha Sumud, composta por ativistas que buscavam romper o bloqueio imposto por Israel à Gaza, teve sua missão dificultada pela escassez de suprimentos no território desde o início da guerra em outubro de 2023. A ONU e diversas ONGs acusaram as autoridades israelenses de impedirem a entrada de bens, o que levou a uma crise humanitária severa.
Os organizadores da flotilha relataram que alguns barcos foram redirecionados para o sudoeste de Creta devido a preocupações de segurança, e houve dificuldades técnicas de comunicação com algumas embarcações. Entre os brasileiros, dois estavam a bordo de um dos barcos interceptados, enquanto os outros estavam nas embarcações redirecionadas. Famílias e organizações expressaram preocupação com a segurança dos ativistas, lembrando o histórico de violência contra flotilhas anteriores.
A Global Sumud afirmou que, até o momento do comunicado, pelo menos 22 dos 58 barcos haviam sido abordados pelas forças israelenses, em violação do direito internacional. A organização indicou que 211 pessoas foram interceptadas, incluindo 11 franceses, e que o grupo era formado por 48 delegações.
Durante a abordagem, os ativistas relataram que foram cercados por lanchas militares israelenses, que se identificaram como tal e usaram lasers e armas de assalto para intimidar os participantes. A flotilha havia solicitado assistência à Guarda Costeira grega, que enviou uma embarcação ao local, mas foi informada de que não havia perigo e que não era necessária ajuda.
Esta não é a primeira vez que embarcações com ativistas são interceptadas por Israel. Anteriormente, dois outros comboios internacionais foram abordados em 2025, resultando na prisão e expulsão de seus membros. A Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, enfrenta um bloqueio israelense desde 2007, intensificado após a guerra que começou em outubro de 2023. O conflito resultou em mais de 70 mil mortes, com a maioria sendo mulheres e crianças, e deixou a população sem acesso a alimentos, água, medicamentos e combustível.
As ações de Israel e a continuação do bloqueio à Gaza têm gerado condenações internacionais, e grupos de direitos humanos exigem que a comunidade global intervenha para garantir a segurança dos ativistas e o direito à ajuda humanitária. A situação em Gaza permanece crítica, com o acesso à assistência humanitária severamente restrito.
Fonte: Link original





























