Brasileira garante vaga no Miss Universe em clima de tensão

Brasileira é confirmada no Miss Universe em meio à tensão interna

A organização do Miss Universe Brasil anunciou a participação de Marcella Kozinski, de 26 anos, no Miss Universe 2026, que acontecerá em 24 de novembro em Porto Rico. Essa confirmação surge em meio a um conturbado cenário envolvendo o empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, que ocupa a posição de Chief Executive Officer da Miss Universe Eastern. A decisão de manter Marcella no concurso foi reforçada por um comunicado onde diretores nacionais expressaram apoio à Miss Universe Organization e às medidas para salvaguardar a integridade e a história do evento.

O comunicado enfatiza a importância do respeito, igualdade, transparência e segurança entre os representantes de cada país e manifesta preocupação com ações de Nawat que possam gerar divisões ou desinformações que afetem a competição. A polêmica em torno de Nawat começou em 31 de julho, quando ele foi anunciado como CEO da Miss Universe Eastern, função que assumiu após ser vice-presidente da Miss Universe Asiana. Em sua nova posição, Nawat lideraria uma equipe que representa mais de 90 países, expressando sua satisfação com a nomeação.

Contudo, a situação se agravou quando Nawat passou a questionar a administração da Miss Universe Organization, buscando esclarecimentos sobre questões financeiras relacionadas ao Miss Universe 2026 e exigindo maior transparência no uso dos recursos. Em resposta, a Miss Universe Organization emitiu um comunicado afirmando que Nawat não tinha autoridade executiva dentro da organização, embora não negasse sua posição como CEO da Miss Universe East.

O conflito se intensificou quando a Miss Universe Eastern declarou que a estrutura de propriedade da organização é dividida igualmente entre MU East e MU West, e que as declarações da Miss Universe Organization não haviam sido aprovadas por eles. Nawat, por sua vez, sustentou que sua autoridade vinha de sua nomeação formal e das regras de governança da Miss Universe Eastern.

Além disso, a crise afetou diretamente a participação de seis países do Sudeste Asiático — Tailândia, Indonésia, Vietnã, Malásia, Singapura e Laos — que foram declarados inelegíveis para a final do concurso. Este veto resultou de um intenso conflito societário e de disputas de bastidores envolvendo Nawat. A situação se agravou com a divulgação de uma negociação de US$ 8,7 milhões relacionada a Porto Rico e a uma conta bancária disputada por sócios, o que a matriz do Miss Universe classificou como uma alegação falsa e difamatória.

Como consequência, a organização revisou e anulou os contratos de franquia ligados a Nawat na Ásia Oriental, resultando na exclusão das misses já eleitas desses países, o que representa uma perda significativa para a audiência e o turismo do certame. A Miss Universe Organization afirmou que tomará todas as medidas legais para lidar com a situação e proteger sua reputação.

O cenário permanece indefinido até que possíveis reverter judicialmente sejam feitas antes da data final do concurso. A confirmação da participação de Marcella Kozinski e as recentes reviravoltas no Miss Universe destacam a complexidade e os desafios enfrentados pela organização em meio a disputas internas e externas.

Fonte: Link original

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