Candidatura de Ronaldo Caiado promete redução drástica da Selic e reforma do Judiciário
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD, reafirmou sua intenção de reduzir a taxa básica de juros, a Selic, caso seja eleito. Em uma coletiva de imprensa realizada em Aparecida de Goiânia (GO) no último domingo, 6, Caiado destacou que pretende levar a taxa de 14% para 7% por meio de políticas econômicas que pretende implementar a partir de seu governo.
Durante a entrevista, o candidato mencionou que, em declarações anteriores, havia defendido uma meta de 6% para a Selic, mas agora a previsão é de uma redução para uma faixa entre 7% e 8%. Ele enfatizou que essa diminuição será resultado de um ajuste fiscal e da recuperação da confiança na economia nacional. “Ao assumir a presidência, garanto ao povo brasileiro que reduzirei a taxa de juros para 7%, metade do valor atual, com as medidas que implementaremos a partir de 5 de janeiro”, afirmou Caiado.
Além de suas promessas econômicas, o candidato também abordou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Caiado classificou como “inadmissível” a permanência do ministro Alexandre de Moraes na Corte e reiterou que, se eleito, promoverá uma reforma no Judiciário. Entre as propostas apresentadas, ele sugeriu a definição de uma idade mínima de 60 anos para a nomeação de novos ministros ao STF, além de uma quarentena após a aposentadoria compulsória aos 75 anos.
Em um compromisso com a representatividade feminina, Caiado prometeu indicar quatro mulheres para o Supremo. Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, outras três vagas devem surgir nos próximos quatro anos. “As mulheres que já ocuparam ou ocupam cargos na Corte nunca trouxeram ao Brasil situações embaraçosas como as que presenciamos atualmente”, concluiu o candidato.
A proposta de Caiado reflete um esforço por mudanças significativas tanto na política monetária quanto na estrutura do Judiciário, em um momento em que a confiança na economia e a representatividade feminina são temas de grande relevância no debate público.
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